Júlio Parruque quer “paz” o mais depressa possível

SOCIEDADE

Menos de um mês depois de ter assumido a liderança da resolução do diferendo que opõe a Açucarreira de Xinavane e algumas comunidades circunvizinhas do lado do distrito de Magude, o governador da Província de Maputo, Júlio Parruque voltou a escalar aquele ponto do país para monitorar o cumprimento das recomendações por si deixadas e o desenvolvimento do diálogo entre as partes.

Com efeito, Júlio Parruque dirigiu, sexta-feira, 04/12/20, uma audiências com as comissões das comunidades e a direcção da empresa Açucareira de Xinavane, em conflito de terra que se arrasta há 12 anos.

No encontro com os representantes das comunidades circunvizinhas e os responsáveis da empresa Açucareira de Xinavane, Júlio Parruque alcançou um passo importante para resolução pacífica do diferendo.

No fim da audiência, que durou cerca de quatro horas, foi produzida uma matriz que preconiza que cada uma das partes em contenda deverá ceder nas suas posições, a fim de se criar um ambiente favorável a uma solução pacífica e que satisfaça as suas expectativas, salvaguardando os interesses em jogo.

Foi estabelecido um itinerário de diálogo, cuja duração dependerá muito da colaboração das partes, sendo que uma Comissão multidisciplinar composta por membros do Conselho Executivo Provincial, o Governo  Distrital de Magude, representantes das comunidades e da empresa deverá trabalhar no assunto, o mais depressa possível, tendo como base a matriz produzida na audiência.

Para garantir o cumprimento das suas recomendações, o Governador da Província p[romete continuar a monitorar regularmente o processo, considerando uma grande conquista o passo alcançado.

O Administrador Delegado da Tongaat Hulett, gestora da Açucareira de Xinavane, disse que a empresa precisa de mais cana sacarina, para atingir os níveis de produção considerados óptimos, e está disponível a dialogar com as comunidades, de  forma pacífica, para que participem do negócio.

Para o Governador de Maputo, esta mensagem da empresa é bastante animadora, pois a Província precisa de produzir mais. Segundo afirmou, quando a empresa precisa de mais cana quer dizer que a cadeia de valor ganha mais dinâmica.

 Parruque descreveu o problema como sendo um desafio, porque é complexo e antigo. Indicou que há muitas interpretações, várias versões e muitos sentimentos, no meio do conflito.

“Apelamos aos vários intervenientes para colaborarem e apoiarem-nos, de modo a termos uma solução. Estamos esperançosos numa solução pacífica que satisfaça as partes”, disse, sublinhando que o mais importante é “a nossa assiduidade e perseverança”.