Tom Bowker continua em Moçambique porque ordem de expulsão foi verbal e sem base legal

DESTAQUE POLÍTICA

O jornalista britânico e editor da agência de informação Zitamar News, Thomas Bowker, que devia ter abandonado o país no último sábado, após uma ordem de expulsão verbal atribuída ao Serviço Nacional de Migração (SENAMI), continua de pedra e cal em Moçambique, onde batalha, junto com seus advogados, para provar que legalmente não há nenhum mandado de expulsão contra ele.

Mais uma vez, a montanha parece ter parido rato, e fica cada vez cristalino que pode haver algum expediente político movido por um certo grupo que pretende, a todo custo, expulsar do país, o jornalista estrangeiro, tido como sendo uma pedra no sapato daqueles que não querem que a verdade sobre Cabo Delgado seja revelada.

A alegada ordem de expulsão, afinal, não passou de uma comunicação verbal emitida por supostos funcionários do SENAMI não identificados. Não existe nenhum documento oficial, como manda a lei, que possa servir de Evidência de tal acto que se quer imputar ao Estado.

Oficialmente, nem o Gabinete de Informação (GABINFO), que cassou o cartão de jornalista estrangeiro de Tom, muito menos o SENAMI, assumem ter emitido qualquer ordem expulsão, uma prorrogativa que, de resto, é da competência exclusiva do Ministro do Interior.

Como tal, Tom Bowker, que tem o DIRE ainda em dia, continua em Moçambique, enquanto não se esclarece a sua situação. Sem aceitar gravar entrevista, Bowker, num breve contacto com o Jornal Evidências, deu a entender que seus advogados já estão a trabalhar no caso, embora, no seu entender, não haja matéria por tratar-se de “uma ordem que não existe”, pelo facto de ser meramente verbal.

Leia a história completa, próxima Terça-feira, na edição impressa do Jornal Evidências e conheça a reacção do SENAMI

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