PELO SEGUNDO ANO: Frelimo pode adiar Comité Central

DESTAQUE POLÍTICA

A próxima sessão da Comissão Política do partido Frelimo será decisiva para determinar o adiamento ou não da reunião do Comité Central, inicialmente agendada para os dias 26 e 27 de Março próximo.

Depois de, em 2020, pela primeira vez, na sua história recente, a Frelimo ter falhado a realização do Comité Central, pelo segundo ano consecutivo o partido dos camaradas pode ser forçado a adiar o evento que realiza-se anualmente, geralmente na última semana de Março.

Agora, a decisão está nas mãos da Comissão Política, que na sua próxima reunião, dentro de dias, irá determinar o adiamento ou não da reunião do Comité Central composto por 300 membros efectivos, para além de convidados e membros honorários.

Mais uma vez, o aumento de casos da Covid-19 é apontado como sendo a razão de um provável adiamento daquele que é o órgão deliberativo mais importante do partido no intervalo entre os congressos.

Em entrevista ao Jornal Evidências, o porta-voz da Frelimo e secretário para a área de Mobilização e Propaganda, Caifadine Manasse esclareceu que tudo vai depender da conjuntura que o país vive.

“Tudo depende das leis que forem aprovadas sobre a questão de coronavírus. Tendo em conta esse aspecto a Comissão Política irá pronunciar-se sobre os passos subsequentes, mas ordinariamente já foi convocada a sessão do Comité Central. Obviamente que a Comissão Política tem estado a acompanhar a evolução do número de casos da Covid-19 e irá respeitar aquilo que são os comandos do governo”, referiu Caifadine Manasse.

No entanto, o adiamento do ano passado e a não remarcação, mesmo no momento em que a pandemia da Covid-19 estava aparentemente a ser controlada, levou alguns corredores a acreditarem que tudo não passava de estratégia da actual liderança do partido para evitar reabrir velhas feridas, em torno de alguns dos assuntos mais candentes da actualidade.

As omnipresentes dívidas ocultas, aliadas ao escândalo dos comprovativos de recebimentos de dinheiro da Privinvest, o caso Samora Machel Júnior e mais tarde uma suposta “guerra” entre as alas Guebuza e Nyusi, são apontados como sendo os principais temores de Filipe Nyusi e seus sequazes.

Leia o texto na íntegra, esta terça-feira, na edição impressa do Jornal Evidências