Luís Munguambe diz que agentes estão a vitimizar-se para descredibilizar o seu trabalho

DESTAQUE POLÍTICA

Contactado para exercer o direito ao contraditório, o Edil da Manhiça, Luís Munguambe refutou as acusações da polícia municipal, alegando que os queixosos estão a se fazer de vítimas para descredibilizar o trabalho de combate à corrupção na corporação que este vem levando a cabo.

Segundo aquele edil, que cumpre o seu segundo mandato a frente dos destinos daquela Vila autárquica, a sua mão dura contra a corrupção na polícia terá sido o motivo que levou os agentes a inventarem “boatos” sobre si.

Munguambe revelou que tudo começa depois, de numa parada com todos os agentes, ter lhes informado que estava a receber informações de que os polícias estavam a fazer cobranças aos automobilistas.

“Levei o caso à Assembleia Municipal e informamos que nós íamos suspender a fiscalização de qualquer viatura pela minha polícia, que é a polícia municipal, até ordens contrárias. Fui fazer uma reunião geral com todos os funcionários e comuniquei que não há fiscalização de viaturas aqui no município da Manhiça”, afiançou a fonte.

“Os agentes estão a enriquecer com dinheiro ilícito”

O Edil da Manhiça diz ter tomado tal decisão depois de ter encontrado indícios fortes e graves de irregularidades na actuação da polícia municipal.

“Falo de cobranças. Inclusive, durante a quadra festiva a Associação dos Transportadores telefonou-me a dizer que fomos arrancados cartas em troca de pagamentos. Então eu disse não, não posso promover esse comportamento no seio da corporação e ter essa fama. E isso foi a gota de água que está a fazer transbordar o copo. Tudo isto de progressões é uma manobra dos agentes que estão absolutamente a se fazer de vítimas. Todos os nossos agentes, até os que entraram ontem, tem carros. Eu queria saber qual é o segredo que usam para terem facilidade de comprarem viaturas que é para divulgarmos aos outros funcionários que estão há mais de uma década aqui e não conseguem comprar viatura”.

Sobre as razões que levaram ao alegado congelamento das progressões dos agentes, Munguambe, com voz embargada, denunciando algum nervosismo, foi lacónico, limitando-se a dizer que ainda não tomou nenhum acto administrativo sobre os 16 agentes e que ainda está dentro do prazo.

“Onde é que não houve progressão? Qual é o prazo que me deste para dizer que não houve? Eu ainda estou a trabalhar nos processos, não sei qual é o prazo que eu tenho para fazer isso aí”, disse Munguambe, para depois referir que qualquer acto administrativo tem um despacho e para este caso em particular ainda não há despacho.