Conflitos militares condicionam regresso às aulas em alguns distritos de Cabo Delgado

POLÍTICA SOCIEDADE

Arrancaram, no dia 22 do mês em curso, as aulas presencias em todo território nacional, contudo, na província de Cabo Delgado mais de 100 escolas não abriram as portas devido aos ataques dos insurgentes.

O sector da educação de Cabo Delgado mostrou-se preocupado com a destruição de arquivos de alunos e escolas, bem como equipamento informático. De acordo com o porta – voz da Direcção Provincial da Educação de Cabo Delgado, Melchior Patrício, das 940 escolas de diferentes níveis de ensino, na província, apenas 804 retomaram às aulas.

“Haverá protecção para os alunos e professores que se fixaram-se em zonas consideradas seguras”, disse Patrício para depois acrescentar que além do encerramento de escolas, a Direcção Provincial de Educação está preocupado com os arquivos que foram destruídos durante os assaltos.

“Perderam-se livros de turma, termos de exames, pautas, cadernetas dos professores. O material informático também foi destruído. Vamos criar grupos especiais compostos por professores e alguns pais e encarregados de educação de forma a tentar recuperar o arquivo perdido”.

Os recentes estudos apontam que os ataques terroristas em alguns pontos de Cabo Delgado afectaram mais de 30 mil alunos e cerca de três mil professores na província que tem sido alvo de insurgentes desde 2017.

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