Tomaz Salomão descarta envio de tropas estrangeira para Cabo Delgado

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O antigo ministro dos Transportes e Comunicações e Secretário-executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Tomaz Salomão não é apologista do envio de tropas estrangeiras para o combate ao terrorismo, em Cabo Delgado.

Numa entrevista concedida a televisão estatal moçambicana, Tomaz Salomão declarou que os apoios devem ser disponibilizados nos termos apresentados pelo Executivo, ou seja, não aceitar ajuda das forças estrangeiras no teatro das operações.

“Deem o apoio nos termos em que foi pedido pelo governo de Moçambique, sobretudo logística e treino. As experiências do mundo mostram que a presença de tropas estrangeiras no território, a partir do momento em que isso acontece, as tropas entram e nunca mais saem. Nós aqui em Moçambique já tivemos tropas estrangeiras. Eu recordo-me que o Presidente da República, no então, Joaquim Chissano, teve que ir a um encontro na Zambézia com a população e o que a população estava a pedir é que retirassem as tropas estrangeiras. Então, cabe a este país que se chama Moçambique ser ele próprio a construir a sua defesa e a defender-se”, disse.

Por outro lado, Secretário-executivo da SADC mostrou-se incomodado com o último ataque dos insurgentes, uma vez que o mesmo ocorreu depois da Total ter retomado as suas actividades na Área 1 da Bacia do Rovuma, depois de restabelecidas as condições de segurança.

“O Governo e a Total anunciam, vamos retomar os trabalhos, estão criadas as condições depois de um interregno. Dois dias depois há um ataque, o que quer dizer que este ataque já estava a ser planificado, preparado, só se estava a espera do momento de ser dito, carregue no gatilho”, concluiu

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