ND quer reflexão sobre o papel do trabalhador no presente e no futuro em Moçambique

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Assinala-se no próximo dia 01 de Maio o Dia Internacional do Trabalhador. O Movimento Nova Democracia, liderado por Salomão Muchanga, quer que a efeméride seja uma oportunidade para reivindicar os direitos e reflectir sobre o papel do trabalhador no presente e no futuro em Moçambique e no mundo.

“Preocupa-nos o facto de que os trabalhadores em Moçambique enfrentam um contexto já normalizado de fome, exclusão, precariedade, insuficiência de oportunidades de qualificação, marginalização, desigualdades sociais, carreiras profissionais congeladas e incertezas perante uma concertação social de posições decadente e em férias prolongadas! Enfim, um presente dificílimo para um futuro desafiante”, Salomão Muchanga para posteriormente para depois criticar o Executivo pela ausência de políticas alternativas para alavancar a economia nacional.

“Num país de corrupção endêmica onde se combate os pobres e não a pobreza e, onde há quem pretenda que o cartão vermelho valha mais que o BI, somos depauperados pelo défice de políticas públicas inclusivas e por um regime insensível aos problemas da classe trabalhadora já confinada à uma perspectiva distante da inserção e ausente de alternativas económicas”.

O Dia Internacional do Trabalhador assinala-se num período em que milhares de moçambicanos perderam seus empregos devido aos ataques dos insurgentes na província de Cabo Delgado.

Se por um lado, Muchanga lamenta os afeitos adversos dos choques climáticos um pouco por todo o país que criam insegurança generalizada e violentos atropelos à legislação laboral. Por outro lado, critica à anulação do habitual reajuste do salário mínimo em 2020 e o adiamento das negociações incertas para este ano.

“Em meio à todo este cenário, o cidadão comum é o último nos benefícios enquanto os dirigentes de topo desconhecem qualquer sacrifício! O sistema de discussão do salário mínimo à reboque dos empregadores, torna os trabalhadores presos a salários irrealistas, fazendo com que nem mesmo as empresas com capacidade para pagar mais o façam”.

Na sua intervenção, o líder do Movimento Nova Democracia observa ainda que apesar do metical estar a recuperar terreno face as outras moedas, o preços dos produtos de primeira necessidade continuam a subir, condicionado, de certa forma, a vida de muitos moçambicanos, tendo exigido que o sexto mês sejam concluídas as negociações em torno do salário mínimo.

“A Nova Democracia exige que Junho seja o início e o fim de negociações salariais justas e participativas em 2021”.

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