Director financeiro da Total assume que obras estão atrasadas pelo menos um ano

DESTAQUE ECONOMIA POLÍTICA

Se não fossem os ataques de insurgentes em algumas zonas de Cabo Delgado, o projecto de exploração de gás da multinacional estaria num ritmo bastante acelerado. Contudo, os recentes ataques, reivindicados pelo Estado Islâmico (ISIS), fizeram com que a Total abandona-se o projecto, alegando força maior, tendo igualmente se eximido de responsabilidade contratual. Recentemente, o director financeira daquela multinacional disse o projecto na bacia do Rovuma irá sofrer um ano de atraso.

De acordo com Jean – Pierre Sbraire, os ataques que desde 2017 fustigam a província norte de Cabo Delgado vão impactar o calendário do projecto, antevendo-se que as obras atrasem pelos menos 12 meses. Entretanto, Sbraire adiantou que o arranque da exportação que estava previsto para 2024 pode passar para 2025.

Sobre a declaração que permite legalmente que a multinacional francesa suspenda as obras e o contrato de concessão assinado com o Executivo, Sbraire avançou que “declaramos ‘força maior’ e estamos a gerir a situação com os subempreiteiros para minimizar as despesas até termos clareza sobre a situação”, disse Jean-Pierre Sbraire para depois adiantar que a Total só reiniciará as obras depois de ver garantida toda a segurança em Cabo Delgado.

“Esperamos que as acções tomadas pelo governo de Moçambique e pelos seus parceiros regionais e internacionais permitam a restauração da segurança e a estabilização da província de Cabo Delgado de uma forma sustentável”.

De referir que a ACLED – Armed Conflict Location and Event Data Project, uma organização não-governamental especializada na recolha, análise e mapeamento de dados relativos a conflitos, reporta que a violência militar em Cabo Delgado já provou mais de 2.500 mortes, tendo ainda gerado cerca de 714.000 deslocados.

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