Nyusi reitera que a Total só vai reiniciar as actividades quando a situação de terrorismo estiver calma

DESTAQUE ECONOMIA POLÍTICA

Depois da última investida dos insurgentes, a multinacional francesa Total decidiu suspender as suas actividades na Bacia do Rovuma, tendo recentemente transferido os equipamentos que seriam usados no seu projecto de exploração de gás natural naquele ponto do país. Nesta terça – feira, 18 de Maio, depois da reunião que teve com o presidente da Total, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, garantiu que a gigante francesa de óleo e gás vai regressar a Moçambique quando tudo estiver calmo.

“A Total pode exigir que haja tranquilidade e haja paz para desenvolver os seus projetos económicos. Tem ajudado em termos de responsabilidade social, com hospitais e escolas, ajudaram na distribuição de água à população”, disse o Chefe do Estado para depois reiterar que “a Total só voltará quando tudo estiver calmo”

Por outro lado, o Presidente da República fez questão de lembrar que obrigação do Estado manter a ordem e tranquilidade pública, uma vez que “a Total é uma empresa privada, não é militarizada nem tem uma força para combater. A obrigação de defender os interesses económicos são dos países, neste caso concreto todos temos o interesse em estabilizar e a defesa do estado”.

O presidente do Conselho de Administração da Total, Patrick Pouyanné, falando depois da reunião com Filipe Nyusi, reconheceu que a empresa viveu uma situação dramática com os últimos ataques dos insurgentes.

“Claro que enfrentámos em Cabo Delgado, em Palma, uma situação dramática, recentemente, então tivemos de tomar decisões. Decidimos não manter pessoal em Afungi. Temos a plena confiança que o Governo vai apaziguar a região. Assim que Cabo Delgado volte a ter paz, a Total voltará”

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