PR mantém “NÃO” a militares estrangeiros e manda recados “aos que dizem que o país não precisa de apoio”

DESTAQUE POLÍTICA

“Precisamos de apoio, … contrariamente aos que dizem teimosamente que Moçambique não precisa de apoio”

O presidente da República, Filipe Nyusi anunciou, este sábado, à margem da realização da V sessão ordinária do Comité Central da Frelimo, que a Troika dos chefes de Estados para as áreas de Política, Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), está agendada para a próxima semana em Maputo. No seu discurso, reforçou que o país quer ajuda e atirou-se de forma enigmática aos que, no seu entender, “dizem teimosamente que Moçambique não precisa de apoio”.

Depois de ter sido adiada em finais de Abril último, terá lugar finalmente a Troika da SADC na qual os chefes de Estado e de governos da região irão analisar o relatório elaborado pela equipa técnica de peritos militares que esteve em Cabo Delgado a fazer o levantamento das necessidades do país para fazer face ao terrorismo.

A Troika da SADC irá igualmente deliberar sobre o tipo de apoio a ser prestado no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, num contexto em que Maputo mantém o seu receio de envolvimento directo de forças estrangeiras no teatro operacional.

“Nós precisamos e queremos apoio, sem proclamar a nossa resignação nesse processo de defesa da pátria e da nossa soberania”, reiterou Filipe Nyusi, destacando que Moçambique já prestou apoio aos outros países da região e do continente sem se envolver directamente na luta para salvaguardar a sua independência e identidade.

“É nessa senda que para a próxima semana, tivemos a iniciativa de convocar mais uma cimeira extraordinária da dupla troika da SADC, tendo como tema central a situação de insegurança em Moçambique, contrariamente aos que dizem teimosamente que Moçambique não precisa de apoio”, disse Filipe Nyusi, sem esclarecer quem são realmente os que acham que Moçambique não precisa de apoio.

Recorde-se que Filipe Nyusi e alguns membros do seu partido estão cépticos quanto ao apoio directo de forças estrangeiras no teatro operacional, aceitando tão-somente ajuda em termos de meios, formação, logística e outras formas. Enquanto isso, vários extractos da sociedade e inclusive a SADC vem pressionando o governo de Filipe Nyusi a ceder a entrada de forças militares mais preparadas para lidar com o terrorismo em Cabo Delgado.

Aliás, o relatório da missão técnica de avaliação da SADC, vazado na imprensa recomenda o envio “imediato” de 2.916 militares para ajudar Moçambique, par além de meios aéreos e navais como dois navios de patrulha, um submarino, um avião de vigilância marítima, seis helicópteros, dois drones e quatro aviões de transporte. 

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