Banco Mundial doa USD 150 milhões para resiliência rural em Moçambique

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O Banco Mundial anunciou nesta quinta feira (10) a aprovação de 150 milhões de dólares americanos para melhorar a renda e resiliência da economia rural em Moçambique, projecto que será implementado pelos Ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), Terra e Ambiente (MTA) e Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP).

No comunicado partilhado na tarde desta quinta-feira, lê-se que que a aprovação da doação no valor de 150 milhões de dólares americanos da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), é para apoiar a primeira fase do Programa de Economia Rural Sustentável de Moçambique.

É a primeira fase de um programa de 10 anos que abordará alguns dos desafios urgentes enfrentados pelos pequenos produtores agrícolas e pescadores, assim como pelas Micro Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) do sector, ao mesmo tempo que procurará melhorar as práticas de gestão dos recursos naturais.

“O meio rural é a base do sustento da maioria da população de Moçambique. É nele onde vive a maioria dos mais necessitados do país”, aponta Idah Pswarayi-Riddihough, diretora do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Comores, Maurícias e Seychelles.

“Por outro lado, o rápido crescimento da população rural adiciona a cada ano cerca de 450.000 jovens à força de trabalho do país, o que faz com que o enfoque no crescimento da renda rural seja um imperativo para promover o crescimento inclusivo e prevenir conflitos”, prossegue Idah Pswarayi-Riddihough.

O projeto irá assegurar apoio aos pequenos produtores agrícolas e pesqueiros no sentido de aumentarem a sua produtividade e acesso aos mercados assim como irá ajudar as MPMEs a melhorarem as suas vendas, ao mesmo tempo que se promove a adoção de práticas agrícolas inteligentes para o clima. O programa adopta uma abordagem de paisagem para a resiliência rural, vinculando o apoio à produtividade e agregação de valor no sector agrícola, à adoção de práticas sólidas de gestão de recursos naturais das quais a produção rural depende. Além disso, o projeto vai investir em serviços de extensão e infraestruturas básicas resilientes de transporte rural.

“É evidente que a expansão económica na agricultura produzia o maior impacto na redução da pobreza em Moçambique”, acrescentou Diego Arias Carballo, Economista Chefe de Agricultura, e líder de equipe de trabalho da operação.

No entanto, segundo observa Carballo, o potencial do sector continua a ser desafiado pela baixa produtividade, principalmente devido à baixa adopção de tecnologias, oferta limitada de serviços agrícolas, juntamente com alta sazonalidade na produção, e ainda, o aumento da vulnerabilidade climática. “Este projeto visa abordar alguns desses desafios”, observou aquele economista.

Para Franka Braun, Especialista Sénior em Gestão de Recursos Naturais e co-líder de equipe do projeto, as mulheres rurais em Moçambique enfrentam numerosos constrangimentos no acesso a recursos produtivos essenciais, serviços, tecnologia, informação de mercado e financiamento.

“Este projecto vai promover a equidade de género nos sectores da agricultura e pescas, o que não só irá empoderar as mulheres para alcançarem o seu potencial económico, como também ajudará a reduzir a pobreza e insegurança alimentar e nutricional em Moçambique”, Franka Braun.

João Moura, especialista em Gestão de Recursos Naturais, e o co-líder da equipe do projeto, secunda que o projeto se esforçará em melhorar a gestão de terras, florestas e áreas de conservação.

“Isso inclui melhorar o controle de florestas e áreas de conservação e apoiar a planificação do uso da terra para informar um desenvolvimento agrícola inteligente e sustentável para o clima”, aponta João Moura.

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