Banco Central dispõe de 500 mil euros para combater crimes financeiros

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O Banco de Moçambique conta com cerca de 500 mil euros para combater o terrorismo e branqueamento. O valor, equivalente a 38 milhões de meticais, foi, na quarta-feira, 30 de Junho, doado pela Embaixada da França.

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, que disse urge a necessidade de fortalecer o sistema bancário com vista a combater o terrorismo e o branqueamento de capitais, acredita, que com este memorado de entendimento, estão criadas as condições para identificar e mitigar as actividades relacionadas com a circulação ilícita a nível nacional.

“Estamos cientes da exposição do nosso sistema financeiro aos riscos de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, o que torna imperiosa a necessidade de reforçarmos cada vez mais os mecanismos de identificação e combate a este mal”, afirmou Zandamela para depois acrescentar que o Banco compromete-se a implementar um sistema de monitoria mais eficaz e abrangente.

“Como Banco Central, continuaremos a mobilizar os nossos parceiros de cooperação, no sentido de aprimorarmos as capacidades técnicas e tecnológicas necessárias, para melhor respondermos aos desafios impostos no âmbito do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo”.

Por sua vez, David Izzo, Embaixador da França em Mocambique e, ao mesmo tempo, representante da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), acredita que com os 500 mil euros doados o sistema bancário moçambicano esteja mais robusto para combater crimes financeiros.

“Esta cooperação com o Banco de Moçambique está no cerne do nosso apoio contra o terrorismo. Sabemos que não há terrorismo sem financiamento, e que existem ligações entre o tráfico de todo o tipo, em que as transferências de dinheiro não são rastreadas. O nosso desejo é que esta colaboração traga elementos inovadores, que permitam reforçar os sistemas de vigilância e os recursos de controlo do Banco de Moçambique, e ao mesmo tempo, fortalecer o desenvolvimento de competências técnicas em matéria de luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo”, concluiu Izzo.

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