Funcionários do PMA desviam mais de 8 milhões de meticais

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Dois funcionários do Programa Mundial de Alimentação, das Nações Unidas (PMA) são alvo de um processo aberto pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala, por, segundo a acusação, terem desviado oito milhões de meticais. Em conexão com o caso, uma funcionária encontra-se a ver o sol aos quadradinhos, enquanto o seu superior encontra-se em parte incerta.

Segundo Anastácio Matsinhe, porta-voz do Gabinete do Combate à Corrupção na zona centro, os referidos funcionários, que eram afectos ao departamento das finanças, usaram os cheques do PMA para depositarem os oito milhões de meticais nas suas respectivas contas. Depois de levantarem o valor em alusão pediram demissão. O montante desviado era destinado à assistência humanitária naquela região.

“Os dois funcionários do PMA envolveram-se em apropriação de valores da instituição, causando um prejuízo de 8.372.654,52 meticais destinado à assistência humanitária no Centro do País” disse Matsinhe.

A funcionária que já se encontra nos calabouços refutou todas as acusações, tendo justificado que fez a emissão do cheque a mando do seu superior hierárquico e que não sabia que era um esquema fraudulento, visto que foi levantar os oito milhões de meticais para entregar ao mesmo.

Por outro lado, Matsinhe adiantou que o principal visado, neste caso o superior hierárquico ora a monte, pediu demissão depois de levantar o valor desviado, sendo que no presente encontra-se em parte incerta.

“Dos dois funcionários envolvidos, uma encontra-se detida desde o dia 11 do mês de Junho, tendo sido legalizada a sua prisão no dia 18 de Junho. Em relação ao outro agente, por sinal o superior hierárquico da arguida, pediu demissão e desapareceu dos radares, ou seja, deixou de fazer-se ao local do trabalho e encontra-se em parte incerta”, afirmou.

Indo mais longe, o porta-voz do Gabinete do Combate à Corrupção na zona centro adiantou que foi  emitido um mandado de busca  e captura para o cidadão que se encontra em parte incerta. Apela-se que este se apresente voluntariamente ou a quem conheça o seu paradeiro para que colabore com as autoridades, para que o indiciado seja responsabilizado pelos seus actos”.

No presente, o Programa Mundial de Alimentação (PMA) tem a missão de dar assistência aos deslocados originados pela insegurança alimentar na província de Cabo Delgado. Apesar dos desafios logísticos e de segurança, nos próximos dias, o PMA vai dar assistência humanitária aos deslocados que se encontram há meses nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia

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