“A SADC aceitou que o nosso País pudesse escolher um parceiro bilateral (…) neste caso o Ruanda” – PM, em Luanda

DESTAQUE POLÍTICA

Falando no último final de semana em Luanda, capital de Angola, no decurso da XIII Conferência dos Chefes de Estado e de Governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, informou que a situação sociopolítica de Moçambique, para além da pandemia da Covid-19, continua a ser dominada pela luta contra o terrorismo que se circunscreve nos distritos do norte da província de Cabo Delgado.

Nas palavras do PM, que falava em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi, as acções terroristas naquela região do País estão a causar um drama humanitário: “Há registos de mais de 800 mil pessoas deslocadas, para além da perda de vidas humanas e destruição de infraestruturas socioeconómicas públicas e privadas”.

Afirmou que foi nesse contexto que os Chefes de Estado e do Governo da SADC decidiram, na Cimeira Extraordinária realizada em Junho do presente ano, enviar um contingente militar para apoiar Moçambique, no âmbito do mecanismo de apoio mútuo na prevenção e combate contra o flagelo do terrorismo.

“É anda nesse quadro que a SADC aceitou, formalmente, que o nosso País pudesse escolher um parceiro bilateral, de preferência africano, neste caso o Ruanda, que já tem as suas tropas em Moçambique”, informou Carlos Agostinho do Rosário.

Adiante, o governante assegurou que com as tropas do Ruanda no terreno, o início da chegada das forças da SADC, incluindo a formação pelos Estados Unidos, Portugal e União Europeia das Forças de Defesa e Segurança (FDS) na luta contra o terrorismo, são acções que demonstram a abertura de Moçambique em acolher apoios multiformes dos parceiros no âmbito da prevenção e combate ao terrorismo.

“O apoio e assistência externa que temos vindo a receber, incluindo a assistência humanitária está dentro das condições pré-definidas pelo nosso Governo, partindo do pressuposto de que são os moçambicanos que devem estar na linha da frente no combate ao terrorismo”, disse, sublinhando, mais adiante, que “estivemos sempre cientes de que a responsabilidade primária de combater o terrorismo e todos males que representam ameaça a nossa existência como Estado soberano é dos moçambicanos. É assim que a intervenção destas forças amigas que vieram nos ajudar está a ser coordenada pelas nossas Forças de Defesa e Segurança”, destacou o mandatário de Nyusi, que não esteve presente em Luanda por força da agenda interna.

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