Standard Bank fala de um “plano claro” para continuidade de negócios

ECONOMIA

 

Após a comunicação de sansões pelo Banco Central, o Standard Bank confirmou, um dia depois, em comunicado, a recepção da correspondência do regulador e garante dispor de “um plano claro de continuidade de negócios”, com um novo Administrador-delegado interino.

Na sequência das infracções cometidas pelo Standard Bank e dois dos seus gestores, nomeadamente, Adimohanma Chukwuma Nwokocha (Administrador-delegado), e Carlos Domingos Francisco Madeira (Director da Banca Corporativa e de Investimentos), o Standard Bank emitiu um comunicado informando aos seus clientes, parceiros e público em geral que continuará a dialogar e a trabalhar com o Banco de Moçambique para esclarecer todas as alegações sobre a sua suspensão do mercado cambial e salvaguardar os interesses dos clientes e todas as partes interessadas.

Em comunicado divulgado semana passada, um dia depois de conhecidas as sanções do Banco Central, o banco de capitais sul-africanos explica ainda que as suas operações diárias não relacionadas com este processo (de suspensão da realização de todas as actividades que envolvam a conversão de moeda estrangeira no mercado cambial por período de um ano) não estão afectadas e continuam a decorrer com normalidade.

Ademais, “o Standard Bank dispõe de um plano claro de continuidade de negócios, tanto que já nomeou um Administrador Delegado interino, desde que este processo iniciou”, lê-se na nota.

Por fim, o terceiro banco comercial mais importante do sistema financeiro em 2020 diz estar comprometido em fazer negócios de forma ética e responsável e que os seus processos de “governance” e conformidade são rigorosos, pois a sua reputação é um seu activo valioso.

O Banco de Moçambique suspendeu o Standard Bank de toda a actividade cambial e de conversão de divisas, por um período de até um ano, e aplicou uma multa de pouco mais de 290 milhões de Meticais, como resultado do que classifica de “graves infracções de natureza prudencial e cambial”.

“As infracções cometidas incluem, mas não se limitam a: i) manipulação fraudulenta da taxa de câmbio; ii) instalação e implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do país, que, no geral, se assemelha à SIMO rede; iii) realização de operações irregulares de derivativos financeiros para a cobertura de risco associado à flutuação cambial, envolvendo o Director da Banca Corporativa e de Investimentos como cliente; iv) não regularização dos termos de compromisso das exportações; e v) não entrega ao Banco de Moçambique de gravações nos prazos estipulados, em clara acção de obstrução à actividade de inspecção”, descreve o comunicado.

Para além das medidas aplicadas ao banco em referência, a autoridade monetária decidiu suspender o Administrador-delegado do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras no país, por um período de seis anos e aplicou-lhe uma multa no valor total de 6.380.090 (seis milhões, trezentos e oitenta mil e noventa meticais).

Para Carlos Domingos Francisco Madeira, o Banco Central aplicou uma multa no valor total de 14.036.198 (catorze milhões, trinta e seis mil e cento e noventa e oito meticais) e uma inibição do exercício de cargos e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras no país por um período de seis anos.

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