França estará a pagar despesas da missão ruandesa em Cabo Delgado

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Recentemente, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, jurou de pês juntos que a chegada das tropas ruandesas ao teatro das operações na província de Cabo Delgado não tinha nenhum custo e que enquadrava-se no princípio de solidariedade para uma causa nobre e comum. Entretanto, o Jornal Público (de Portugal) avança que a França esteja a pagar as despesas da missão ruandesa para salvaguardar os interesses da Total. 

Segundo aquele prestigiado jornal diário português, o Presidente da França, Emannuel Macron, adoptou para Moçambique a estratégia que redondo num autêntico fracasso no Mali, tendo no presente feito uma profunda transformação da tática em relação ao combate ao terrorismo islamita naquela região.

“Essa mesma estratégia parece estar já a ser adoptada em Moçambique, para proteger os interesses da multinacional francesa Total e o seu projecto de gás natural em Cabo Delgado. O contingente de tropas ruandesas que começou já a combater os jihadistas da província do Norte de Moçambique estará a ser financiado pela França, que já fez saber ao Zimbabwe que está disposta a pagar também as despesas das suas tropas se decidir enviar as suas forças para Cabo Delgado”, escreve o Público.

Se por um lado, o jornal luso aventa a possiblidade do governo gaulês estar a financiar a missão ruandesa, por outro, adianta que Macron mostrou-se igualmente disponível para pagar todas as despesas do contingente de Zimbabwe, país que atravessa uma crise financeira sem precedentes, que poderá chegar a Cabo Delgado nos próximos dias com um contigente de um pouco mais de 300 homens.

“O contingente de tropas ruandesas que começou já a combater os jihadistas da província do Norte de Moçambique estará a ser financiado pela França, que já fez saber ao Zimbabwe que está disposta a pagar também as despesas das suas tropas se decidir enviar as suas forças para Cabo Delgado”.

Aliás, no que toca as tropas das terras de Robert Mugabe, o Jornal “New Zimbabwe” avança que o Governo daquele país membro da SADC pretende enviar soldados de elite para o teatro das operações, mas não dispõem de condições financeiras para o efeito. Para garantir o auxílio do Zimbabwe, o governo francês, através da Total, está disposta a financiar a operação.

“A sugestão teria vindo do Presidente francês, visitado por Nyusi em Paris em meados de Maio, que se mostrou disposto a financiar a operação (na verdade, o dinheiro virá da Total, que poderá contabiliza-lo como despesas de implementação, beneficiando de redução de impostos). Macron ter-se-á oferecido para estabelecer com o Zimbabwe o mesmo tipo de acordo de assistência técnico-financeira que assinou com o Ruanda”

Refira – se que, antes de pedir apoio ao Ruanda para combater os insurgentes, o Estadista moçambicano recorreu ao Quênia, tendo recebido nega do Governo de Uhuru Kenyatta, uma vez que faltava clareza sobre quais eram os objectivos reais da operação.

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