Contrainsurgência em Cabo Delgado: Há mais tropas estrangeiras em Moçambique

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A Comunidade de desenvolvimento da África Austral (SADC) assinou a documentação necessária e agora as tropas que irão constituir o bloco de 16 membros partem já estão em Moçambique para combater a insurgência islâmica na província de Cabo Delgado, no norte. As tropas da SADC estão a ser destacadas pela primeira vez porque o governo de Moçambique admitiu a incapacidade de enfrentar a insurgência sem ajuda externa.

Na segunda-feira, 26 de Julho, Botswana enviou 296 soldados á Moçambique para se juntarem aos soldados dos outros países da SADC. O Presidente Mokgweetsi Masisi despediu-se das tropas no Aeroporto Internacional Sir SeretseKhama, na capital.

“Hoje, testemunhamos mais um marco nos nossos objectivos definidos de impulsionar a agenda de paz na nossa região atravéz do cumprimento da incumbência da SADC que visa facilitar as condições pacíficas no norte da República de Moçambique, particularmente em Cabo Delgado ” ele disse Masisi.

Numa declaração na quarta-feira, 28 de Julho, o Presidente Cyril Ramaphosa da África do Sul autorizou o destacamento para apoiar Moçambique na sua luta contra “actos de terrorismo e extremistas violentos”. A África do Sul enviou 1.495 soldados como parte de uma força multinacional crescente em Cabo Delgado, rico em gás.

Espera-se que os outros países do bloco enviem tropas em breve. O Zimbábue enviou 304 soldados para se juntarem à Força de Prontidão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique. O Zimbábue sem litoral depende dos portos do estado vizinho para as suas importações e exportações e tem uma longa história de envolvimento em Moçambique.

Angola também integra a força de prontidão da SADC em Moçambique: na terça-feira a Assembleia Nacional angolana aprovou o destacamento de 20 militares como parte do efectivo da missão da SADC, a partir de 6 de Agosto.

O Ruanda, que não faz parte do bloco, já destacou os seus 1000 militares para Moçambique. O Presidente Filipe Nyusi expressou a sua gratidão á Ruanda, referindo que “as tropas Ruandesas vieram para salvar vidas numa província onde temos pessoas a serem mortas e decapitadas todos os dias”.

O tamanho total da força de prontidão da SADC ainda não é conhecido, e a questão da sua eficiência ainda é uma questão candente. Ainda que o destacamento da força de prontidão da SADC dê esperança e o sentimento de pertencer a uma família maior de estados, não se converte necessariamente em produtivo, em termos de estabilização da situação de segurança em Moçambique.

Neste caso especialistas ruandeses prometem ser da maior valia para as forças de segurança moçambicanas, visto que se mostraram altamente competentes durante a recente crise na República Centro-Africana (RCA), onde lutaram lado a lado com especialistas russos contra terroristas e bandidos. De acordo com especialistas militares, o governo de Moçambique deveria considerar seriamente a possibilidade de buscar ajuda também da Rússia, pois o caso do RCA mostrou que eles são profissionais e, juntos com os seus colegas Ruandeses, podem fazer maravilhas no campo da segurança.

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