Nhangumele revela que Nyusi esteve a favor da criação da Proindicus

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Continuam as revelações no julgamento das Dividas Ocultas. De acordo com Teófilo Nhangumele, o actual Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, na altura ministro da Defesa, foi quem pediu ao Armando Emilio Guebuza para dar luz verde a viabilização do projecto desenhado com intuito de proteger a costa moçambicana que era usada para o tráfico de armas.

Naquele que foi a sua segunda presença no julgamento que decorre na Penitenciaria de Máxima Segurança, sobejamente conhecida por BO, Teófilo Nhangumele declarou que o actual Presidente da República, por sinal ministro da Defesa no segundo e último mandato de Armando Guebuza, foi a favor do projecto do qual nasceu a Proindicus.

Segundo Nhangumele, na reunião que teve lugar na Presidência da República Nyusi diante de Guebuza declarou que “nós estamos a pedir para avançar com este processo”. Na resposta ao pedido apresentado pelo então ministro da Defesa, Armando Emilio Guebuza terá afirmado: “Se vocês estão satisfeitos, podemos avançar”.

Antes de ser afastado do projecto por não pertencer aos quadros do Ministério da Defesa, Nhangumele revelou que ainda teve um encontro com Filipe Jacinto Nyusi e outros ministros no qual apresentou um projecto melhorado em comparação com o primeiro.

Em Fevereiro do ano em curso, a Privinvest – empresa que vendeu equipamentos e serviços de protecção costeira ao Governo moçambicano entre 2013 e 2014 – confessou que pagou um milhão de dólares a Filipe Nyusi, sete milhões de dólares a Manuel Chang e 10 milhões de dólares ao partido Frelimo, numa longa lista de altas hierarquias do Estado que receberam dinheiro ilícito das dívidas ocultas que afundaram o País.

Mesmo com as informações que constam de um documento de 157 páginas, assinado e submetido ao Tribunal Superior de Justiça inglês pelo proprietário da Privinvest, Iskandar Safa, o Presidente da República e o seu partido não constam do rol dos arguidos no processo das dívidas ocultas.

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