A Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique Só Pode Estar «a Brincar»…

OPINIÃO

Por: Afonso Almeida Brandão

Entre nós acontece um pouco de tudo. É verdade. Efectivamente, assim é: somos um país “fértil” em “casos” inexplicáveis, surrealistas, gritantes e anedóticos, para não acrescentar (também!) os termos de inconstiticional e anti-democrático — quando nos referimos a ele como sendo um País Civilizado e Democrático — mas que não respeita as regras mais elementares do Cidadão e das Leis que são impostas “a martelo” por Legisladores de “trazer por casa” (ou de «faca e alguidar»!) que nos governam — ou que “fingem” governar e não passam, afinal, de “sabedores de meia tigela” e de uns incompetentes que mereciam dedicarem-se à pesca aos fins-de-semana, em vez de estarem “a brincar com o negócio” dos Sócios que representam — ou deviam representar condignamente.

São os conhecidos «Senhores Abusadores»— os tais que se julgam “intocáveis” e que nada mais fazem senão cometer “bacuradas” no que toca a critérios ortodoxos, em vez de serem sérios e responsáveis.

Esta nossa FARPA — que não é mais do que um alerta —, que vem na sequência do propósito de denunciar medidas graves e irregulares, que se encontram em vigor no nosso País e que cosnstituem prática frequente dos senhores (?) “poderosos” da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique, que as Autoridades Competentes deviam fiscalizar e não fiscalizam…

Merece, pois, o nosso devido repúdio e consequente chamada de atenção, pois alguma coisa «vai mal no Reino da Bicharada» desta (dita!) Associação que “só pode estar a brincar”com todos nós e, sobretudo, com os Sócios inscritos na Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique e com quotas pagas todos os meses.

Associação que devia, quanto a nós, ser uma Câmara que zelasse tão-somente pelos interesses dos seus Membros que representa — ou devia representar! — e que, afinal, nada faz por eles, a não ser impôr proibições arrogantes, injustificadas e… disparatadas. Este é que é o cerne da questão.

Esta Câmara tem actualmente inscritos — desde sempre, aliás! — profissionais dos mais distintos que conhecemos, e que fazem parte de uma das áreas de actividade laboral mais nobre do nosso País, além de muitas outras empresas dos mais diversos sectores de actividade económica…

A verdade é que a Reportagem que o Jornal Evidências pretendia realizar era uma série de entrevistas com alguns dos Aduaneiros de Maputo, a quem desejavamos colocar questões pertinentes relacionadas com a sua actividade e respectivas deficuldades que o Sector está a atravessar — e fomos simplesmente Barrados com a informação (estúpida e descabida!) de que os Aduaneiros do nosso País estão proibidos de falar à Imprensa — imagine-se! — e de prestar declarações. Inacreditável, no mínimo!

Afinal já chegámos a este ponto?!…

A quem devemos pedir consequências e responsabilidades pelo nosso prejuízo jornalístico, pelo facto de não termos dado voz a todos aqueles com quem conversamos jornalíticamente? Por outras palavras: fica a impressão que demos o dito pelo não dito… e mais uma vez «a culpa morre solteira»…

Que conceito têm os Senhores da Câmara dos Despachantes Aduaneiros de Moçambique das medidas inqualificáveis e cabotinas que tomaram?! Que brincadeira é esta e de quem é a responsabilidade deste “tamanho disparate”, ao ajuizar Decretos imbecis como este, esquecendo-se de que «a liberdade de uns termina onde começa a liberdade de outros»?!…

Haja Deus e Paciência!

Que alguém venha URGENTEMENTE pôr ordem “nesta casa” e na “cabecinha” dos seus actuais Órgãos Dirigentes, para que leis destas sejam definitivamente irradiadas a bem de todos os sectores de actividade que enriquecem Moçambique, nos seus mais diversos mercados internos e externos, através de serviços prestados, a bem de um país que se quer Plural, Civilizado e Democrata.