Defesa junta mais uma prova de que Ndambi Guebuza não recebeu dinheiro na conta de Abu Dhabi

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A 01 de Setembro em curso, a defesa do réu Armando Ndambi Guebuza requereu para que o tribunal juntasse aos autos um extracto bancária que deixa claro que o filho do antigo Presidente da República não recebeu os USD 14 milhões da Privinvest na sua conta de Abu Dhabi como consta da acusação. Volvidos 27 dias, ou seja, nesta terça – feira, 28 de Setembro, os advogados de Ndambi Guebuza voltaram a trazer uma prova de que não “caíram” os 14 milhões na conta Ndambi Guebuza no Abu Dhabi Comercial Bank, tendo o juiz Efigênio Baptista autorizado para que o documento fosse anexado nos autos.

No extracto que foi juntado nos autos, no dia 01 de Setembro, consta que não foi encontrada nenhuma transacção na conta de Ndambi Guebuza, ou seja, que o réu não recebeu os USD 14 milhões da Privinvest, tal como consta da acusação do Ministério Público.

Nesta terça – feira, 28 de Setembro, nas questões prévias, antes de dar seguimento a audição do antigo Director – Geral do SISE, Gregório Leão, a defesa de Ndambi Guebuza voltou a trazer uma prova que contraria sobremaneira as acusações do Ministério Público, que baseou grande parte da sua prova em e-mails e alegações de outros réus.

Depois do extracto de Abu Dhabi Comercial Bank, Alexandre Chivale e Isálcio Mahanjane requereram ao juiz para anexar nos autos a carta do banco BSL Bank do Líbano, apontado pela acusção como sendo o banco emissor, que diz não ter nenhum registo da alegada transferência dos USD 14 milhões para a conta de Armando Ndambi Guebuza nos Emirados Árabes Unidos.

Por sua vez, Efigênio Baptista deferiu o requerimento, tendo aprovado a junção da referida carta aos autos.

De lembrar que a defesa de Ndambi Guebuza conseguiu igualmente convencer ao tribunal para que o franco-libanês Jean Boustani seja ouvido por vídeo-conferência. Boustani poderá ser uma dor de cabeça para a estratégia montada à medida de Filipe Nyusi, pois em sede de um outro processo tem estado a acusar o estadista moçambicano de ter recebido subornos na ordem de um milhão de dólares para a sua campanha de 2014. (Neila Sitoe)

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