Ossufo Momade: “ O grande interesse do Governo da Frelimo é desarmar a Renamo a todo o custo para fragilizá-la”

DESTAQUE POLÍTICA

A paz efectiva em Moçambique continua uma incógnita. Volvidos 29 anos após assinatura dos Acordos Gerais de Paz, o país continua em constantes avanços e recuos no que respeita ao calar das armas. A questão do terrorismo em Cabo Delgado e a tensão política – militar na zona centro são um claro sinal de a perola do indico tem a paz efectiva com um dos principais desafios. Com poucos motivos para comemorar a efeméride, o presidente da Renamo, Ossufo Momade, acusou o Governo de querer “desarmar a Renamo a todo o custo para fragilizá-la”.

De acordo com o líder do maior partido da oposição em Moçambique, o Acordo Geral de Paz não visava apenas o calar das armas, mas também reconciliar os moçambicanos de forma efectiva, contudo a Frelimo se colocando acima do Estado.

“Logo nas primeiras e históricas eleições legislativas e presidenciais, assistimos ao da Frelimo, um dos subscritores do Acordo, a fazer tábua rasa aos entendimentos alcançados; colocou o partido acima do Estado moçambicano, subverteu os princípios mais elementares do funcionamento da Administração Pública, confundindo que a Polícia, o exército, o aparelho judicial e os funcionários públicos são pertença do partido no poder”, denunciou.

Numa altura que está em curso o processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) dos ex-guerrilheiros da Resistencia Nacional Moçambicana, Momade acusou o Executivo de querer desarmar a Renamo com o claro objectivo de fragiliza-la.

“Por outro lado, leva-nos a crer que o grande interesse do Governo da Frelimo é desarmar a Renamo a todo o custo para fragilizá-la. Porém, é uma pura ilusão e voltamos a dizer que esta Renamo é a mesma de Matsangaisse e Dhlakama, quão forte como em 1977 quando foi criada, pelo que estamos atentos às intenções de nos manietar”, declarou

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