Terroristas fogem de Cabo Delgado e refugiam-se em Niassa – alerta o chefe da missão da SAMIM

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O terrorismo na província de Cabo Delgado era uma forte ameaça para os demais países da África Austral, com vista a travar a propagação do fenômeno e ajudar Moçambique a restabelecer a ordem e tranquilidade naquele ponto do país, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) enviou uma missão militar (SAMIM) para a perola do indico. No teatro operacional norte desde o dia 09 de Julho, a SAMIM, de acordo com o chefe da missão, Mpho Molumo, abateu até ao momento cerca de duas dezenas de insurgentes. Por outro lado, Molumo adiantou que os rebeldes estão a dispersar-se para o sul do rio Messalo, província de Niassa.

A missão militar da África Austral em Moçambique (SAMIM) chegou ao teatro operacional norte depois do contingente ruandês, contudo, conseguiu resultados significativos no que ao combate aos grupos armados que desde 2017 semeavam luto e dor na província de Cabo Delgado. Apesar de ter registado três baixas, Mpho Molomo, chefe da missão da SAMIM considera que o balanço dos primeiros três meses em Moçambique é positivo.

Mesmo sem avançar detalhes das incursões dos soldados da região Austral, Molomo tornou público que as estratégias da força para erradicar o terrorismo em Cabo Delgado prosseguem de forma satisfatória, tendo sido desativadas bases dos grupos armados, mas lembrou que é eliminar a gênese dos insurgentes.

“Nós precisamos de erradicar as causas do terrorismo e, se olhar para o cenário, vai observar que as questões do desemprego da juventude existem e devem ser abordadas”, declarou Mpho Molomo.

Com a chegada dos militares estrangeiros para ajudar as Forças de Defesa e Segurança a combater os insurgentes, Cabo Delgado caminha a passos galopantes de ser uma zona libertada, uma vez que os grupos armados puseram-se em fuga. O chefe da missão da SAMIM declarou que os insurgentes estão a fugir para o sul do rio Messalo, província de Niassa.

“Sim, é verdade que os terroristas movimentaram para o sul do rio Messalo. A Força Militar da SADC (SAMIMI) está no terreno, continua com as suas operações e é devido a esta movimentação que a região decidiu prorrogar a permanência da missão”, disse.

Por entender que restaurar a estabilidade em Cabo Delgado acarrecta custos, Mpho Molomo lançou apelo a comunidade internacional, uma vez que a assistência humanitária para as populações deslocadas permanece um desafio e é fundamental o envolvimento da comunidade internacional.

”A missão tem custos para todos os Estados-membros e a SADC está a implementar todas as medidas possíveis para garantir a segurança das próprias tropas no terreno. É neste contexto em que a SADC gostaria de apelar a toda comunidade internacional, aos nossos parceiros de cooperação internacional para nos apoiarem de todas as formas possíveis, por entendermos que uma paz duradoira em Moçambique não pode ser garantida apenas por acções militares. Há muito a fazer-se pela estabilidade do povo de Moçambique”.

“Há uma grande necessidade de apoio no que diz respeito à assistência humanitária. Convidamos os nossos parceiros de cooperação internacional para que nos apoiem de todas formas possíveis porque entendemos que uma paz duradoura em Moçambique não pode ser garantida apenas na dimensão militar”, frisou.

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