Policial supostamente foragido apanha 20 anos de prisão pelo assassinato de Max Love

DESTAQUE POLÍTICA

O Tribunal Judicial da Província da Zambézia condenou, esta terça-feira, a vinte anos de prisão o agente da polícia que, há oito anos, alvejou mortalmente, Jaime Paulo, mais conhecido por Max Love, durante uma passeata de comemoração da vitória eleitoral de Manuel de Araújo. A leitura da sentença não contou com a presença do Ministério Público, o que indignou o advogado da Família, que questiona também a tese de que o agente está foragido.

O agente foi julgado e condenado à revelia, depois de oito anos de sonegação de justiça. Para além de 20 anos de pressão, o tribunal arbitrou uma indemnização de 800 mil meticais que deverá ser paga pelo policial supostamente foragido à família de Max Love.

Em 2013, na zona da marginal, em Quelimane, um agente da PRM, afecto à Unidade de Protecção de Altas Individualidades, por sinal, guarda do governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, alvejou mortalmente o músico Max Love que se encontrava num camião em que seguiam outros membros.

Na altura, o Ministério Público chegou a abrir um processo acusando o agente da polícia de ter praticado homicídio e o processo foi remetido ao Tribunal Judicial da Província da Zambézia, nessa altura, na 3ªSecção que estava na gestão de uma juíza identificada por Flávia.

Suspeitou-se que por tratar de um processo político, em que o agente cumpria ordens emanadas pelo partido Frelimo, a juíza engavetou-o e mesmo perante pressão da imprensa e da sociedade civil.

Na altura a juíza chegou a simular um julgamento à revelia do réu que supostamente se encontrava em parte incerta, mas a defesa do Maxi-Love, que na altura era a Liga dos Direitos Humanos, recorreu ao Tribunal Superior de Recurso de Nampula onde após análise minuciosa, o tribunal manteve a mesma posição segundo a qual, o agente da polícia deveria ser julgado, porém, nada avançou.

Meses depois, Flávia foi transferida da Zambézia e mais uma vez o processo ficou engavetado por uma outra juíza. Já há sensivelmente dois meses, a Juíza Natércia Gerónimo, notificou as partes e marcou o julgamento que viria terminar com a condenação agente.

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