Tentativa de obtenção de BI falso arrasta cidadão bengali aos calabouços

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Um indivíduo de nacionalidade bengali foi detido, semana finda, na cidade de Nampula, quando tentava obter Bilhete de Identidade (BI), usando um assento de nascimento falso, supostamente emitido no distrito de Mogovolas. Já nas mãos das autoridades confessou ter através de um conhecido, mediante o pagamento de 10 mil meticais.

Tudo começa em Setembro do ano em curso, quando o indivíduo em causa, que responde pelo nome de Mohammad Saiful, que mora no país há 12 anos dirigiu-se aos serviços de migração para actualizar o seu Documento de Identificação de Residência para Estrangeiros (DIRE), tendo sido contactado por um suposto facilitador que lhe informou que se pagasse 10 mil meticais, conseguiria assento de nascimento, que lhe facilitaria na obtenção do BI e passaria a ser moçambicano.

Desesperado, o cidadão bengali, que já tinha planos de contrair matrimónio com sua parceira moçambicana para adquirir a nacionalidade, viu no esquema a oportunidade para encurtar o caminho.

“Eu queria casar com a minha esposa no registro, para ter o documento, mas alguém me enganou e disse que iria tratar documento moçambicano para ter BI. Então ele me deu certidão falsa, por isso estou aqui”, confessou o bengali.

Segundo o porta-voz da Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC), Alberto Sumbane, a detenção do individuo só foi possível graças a perspicácia dos agentes dos Serviço Provincial de Identificação Civil de Nampula na verificação dos documentos falsificados que os indivíduos usam para tratar o bilhete de identidade.

“A certidão de nascimento que este indivíduo apresentou foi supostamente emitida na 2ª Conservatória de Mogovolas, mas porque nós temos relações boas com as conservatórias, foi possível, aferir que a certidão de nascimento apresentada não era autêntica, dai que o indivíduo foi neutralizado e entregue a polícia na cidade de Nampula”, explicou Sumbana, durante a conferência de imprensa, realizada esta terça-feira na cidade de Maputo.

Na ocasião o porta-voz apelou aos utentes dos serviços da identificação civil para observarem a data e hora marcada para tratar bilhete de identidade, visto que há cidadãos que se dirigem aos balcões antes ou depois da hora marcada na mensagem de confirmação do agendamento que portam. A recomendação é que cheguem 15 minutos antes da hora marcada de forma a cumprir com procedimentos internos atinentes ao seu atendimento.

Sobre a circulação nas redes socias de um suposto bilhete de identidade com o mês 22, o porta-voz disse que este assunto foi esclarecido na conferência de imprensa de 26 de Outubro de 2020, e não houve nenhum erro na emissão do BI, houve sim montagem de 22 no lugar de 12 referente ao mês de Dezembro, com o fim único de confundir a opinião pública. (Neila Sitoe)

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