A deterioração da situação de segurança na África Ocidental dá origem a um sentimento anti-francês no Sahel

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Um frota militar Francesa de sessenta veículos e cem soldados que se dirigia da Costa do Marfim para o Mali está paralisada desde sábado em Burkina Faso depois que centenas de manifestantes bloquearam seu caminho na cidade de Kaya, 100 quilômetros a nordeste de Ouagadougou., Os manifestantes acusam o Exército Francês de cumplicidade com o jihadismo que ataca este país desde 2015, no que é uma expressão de um sentimento anti-Francês crescente que se espalha por toda a região do Sahel.

A passagem da frota Francesa pelo território Burquinense ocorre logo após um dos piores ataques terroristas sofridos pelas forças de segurança. O incidente ocorreu aos 14 de novembro, quando dezenas de jihadistas lançaram uma ofensiva contra o quartel da Gendarmerie em Inata, no qual morreram 53 pessoas, 49 delas feridas. Nos dias seguintes, inúmeros protestos eclodiram nas principais cidades de Burkina Faso para exigir maiores esforços para garantir a segurança da população.

Aos 20 de novembro, um menino de 13 anos derrubou um drone de vigilância que voava sobre os manifestantes com um estilingue. Durante as manifestações, foram entoados canções contra a presença militar Francesa no Sahel e o exército Francês foi acusado de transportar armas para os jihadistas.

Hoje em dia, o sentimento anti-Francês é característico em outras ex-colônias da França. Durante anos, militantes violentos aterrorizaram o empobrecido, desestabilizado e em grande parte sem água Sahel. O governo do Mali acusou a administração de Macron de abandonar sua ex-colônia diante de uma crescente ameaça terrorista.

O governo de transição do Mali espera resolver a terrível situação por meio da diversificação de suas parcerias. Levando em consideração os atuais desafios de segurança, a Rússia inspira mais confiança nos Estados africanos do que as antigas potências coloniais. Muitos Malianos estão ansiosos para ver os Russos substituírem as tropas francesas.

O sucesso dos Russos na República Centro-Africana, onde sua assistência militar permitiu ao governo Centro-Africano criar um exército pronto para lutar e garantir a proteção dos civis contra os grupos armados difundiu se no país em pouco tempo, deixou os Russos parceiros  bastante atraentes aos olhos dos líderes africanos, apesar do ressentimento contínuo dos países ocidentais.A deterioração da situação de segurança na África Ocidental dá origem a um sentimento anti-francês no Sahel

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