A PGR quer destruir e desestabilizar esta patria – ataca Isalcio Mahanjane

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As alegações finais constituem uma derradeira oportunidade para os advogados da defesa limparem a culpa por cada crime que é imputado aos seus constituintes. Entretanto, na tenda da BO, os mandatários dos réus têm usado esta oportunidade para atacar o Ministério Público e a Procuradoria – Geral da República. Isalcio Mahanjane, mandatario de António Carlos do Rosário, Ndambi Guebuza, Inês Moiane e Elias Moiane, declarou o Ministério Público trabalha com uma agenda obscura, tira e que está “presa a amarras politicas”.

Desde o início do julgamento das dívidas ocultas, os advogados Alexandre Chivale e Isalcio Mahanjane reiteraram que se tratava de um julgamento político, declarando que o único objectivo era visar a família Guebuza. Nas alegações finais, antes de esgrimir argumentos para inocentar os seus constituintes, Mahanjane teceu duras criticas ao Ministério Público pela forma que conduziu as investigações daquele que é considerado o maior calote financeiro da história de Moçambique.

“A Procuradoria-Geral da República (PGR) quer destruir e desestabilizar esta pátria. A PGR está capturada e não a serviço da justiça. Mas, a PGR não vai acabar com a Frelimo, com o SISE (Serviços de Informação e Segurança do Estado) nem com os advogados, venceremos mais esta luta”, declarou e depois acusou o Advogado do Povo de ser cúmplice da insegurança que se vive no país.

Se por um lado, o mandatário de António Carlos do Rosário, Ndambi Guebuza, Inês Moiane e Elias Moiane garantiu que a Kroll entrou em Moçambique para espionar e desestabilizar tal como fez no Brasil. Por outro, considerou que o Ministério Público não reúne provas suficientes para condenar Armando Ndambi Guebuza.

“Armando Ndambi Guebuza disse ser parceiro de Jean Boustani e, por essa via, recebeu pouco menos de 8 milhões de dólares e não propriamente de 33 milhões de dólares… Questiono se é crime ter contrato com Jean Boustani…se é crime viajar e oferecer presentes a amigos…quem me dera ser amigo de Armando Ndambi Guebuza”, declarou o causídico para depois acrescentar que o Tribunal fez do julgamento uma arma para insultar os progenitores do seu constituinte.

 “Sobre o crime de malcriadice, que foi criado aqui, não encontramos na Lei e entendemos que tenha sido uma oportunidade para insultar Armando Guebuza e Maria da Luz Guebuza”.

Por outro lado, Isalcio Mahanjane considera que Antonio Carlos do Rosário é um grande patriota e que o país devia reconhecer o seu engajamento pelo país, defendendo igualmente que não  “não haver provas o bastante” para ele ser condenado.

O Ministério Público, por sua vez, depois de ouvir as alegações finais de todos os mandatários dos réus, apoiou-se no artigo 405 do Código do Processo Penal de 2019 (476 do Código do Processo Penal de 1929) para usar do seu direito à réplica.

 

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