INAS promete iniciar desembolsos de subsídios da Covid-19 à famílias carenciadas em Sofala

SOCIEDADE
  • Com atraso de dois anos

Durante a primeira vaga de infecções por Covid-19, em 2020, e consequente estabelecimento do estado de emergência, o Governo prometeu assistir 1.695.004 famílias vulneráveis através da transferência mensal de 1.500 meticais, para aliviar o seu sofrimento. Devido a um atraso, as transferências dos fundos só iniciaram em Março de 2021, mas mesmo assim não abrangeu todas as regiões. Na província de Sofala, por exemplo, só agora é que o Instituto Nacional de Acção Social (INAS), ao nível de Sofala, assegura, finalmente, estarem criadas as condições para o desembolso do subsídio às famílias carenciadas no quadro do fundo de apoio às famílias vulneráveis com vista a fazerem face aos impactos da Covid-19.

Jossias Sixpence – Beira

Com atraso de mais de seis meses, erros e indícios de corrupção iniciou, em Março de 2021, o processo de transferência de fundos da Covid-19 para famílias desfavorecidas, contudo, até hoje, nalguns pontos da província de Sofala, os beneficiários não receberam sequer um tostão.

Por essa razão, por várias ocasiões assistiu-se, nas cidades da Beira e Dondo, a manifestações de munícipes devido a demora no desembolso do subsídio trimestral de 4.500, 00 meticais, a razão de 1.500,00 meticais ao mês, destinados à famílias mais desfavorecidas para aliviarem o impacto da pandemia.

Desta vez, culpando processos burocráticos, que nas suas palavras já estão concluídos, o delegado provincial do INAS em Sofala, Abdul Razak, garantiu aos órgãos de comunicação social, na passada sexta-feira, que a instituição que dirige irá pagar dentro em breve.

“É preciso saber que é  dinheiro que estamos a tratar. Há aqui um rol de processos, pois não é  só registar e no dia seguinte já tem o dinheiro”, disse Abdul Razak, delegado do INAS em Sofala.

Na ocasião, Razak disse que a experiência tida nos anos 2020 e 2021 na canalização da ajuda no âmbito da mitigação dos estragos do ciclone Idai serviu para corrigir alguns aspectos de modo a tornar o processo mais eficiente e transparente.

Razak garantiu que até Junho serão finalizados os processos burocráticos, ligados à documentação e cadastro de beneficiários, até porque, segundo fez saber, o último pacote em falta é a produção de cartões e cadastro dos números beneficiários.

“Ainda neste semestre teremos as famílias a se beneficiar dos valores da Covid 19 em Sofala. O processo está na sua fase final, agora é só produção de cartões e cadastramento dos números dos beneficiários de valores”, sublinhou.

A meta é abranger cerca de 186 mil famílias vulneráveis nos distritos de Dondo e Beira, que desde o início da pandemia vivem momentos críticos das suas vidas.

“Temos de perceber uma coisa. Nem todos têm direito ao valor. É dinheiro, todos necessitamos, mas há quem precise mais do que outros, do que muitos que se encontram a reivindicar”, sentencia.

Refira-se que o Governo moçambicano está a responder aos impactos da Covid-19 em todo o país com pagamentos adicionais a cerca de 600 mil famílias beneficiárias de programas sociais que vão receber três meses adicionais de pagamentos.