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AMT e AMB incentivam mulheres a ingressarem no ramo da condução

As Organizações da Sociedade Civil estão a favor do empoderamento da mulher para a transformação da sociedade, uma vez que a mulher tem a capacidade de levar a sociedade para frente. Recentemente, com o claro objectivo de empoderar um total de seis mulheres, Agência Metropolitana dos Transportes (AMT) em parceria Área Metropolitana de Barcelona (AMB) e Arquitetura Sem Fronteiras (ASF), uma organização não-governamental sem fins lucrativos, fizeram o lançamento do Programa de Bolsas de Estudos para Formação de Mulheres Condutoras. Com este projecto, a AMT e AMB pretendem aumentar o número de mulheres condutoras na Cidade e Província de Maputo.

Era 2000 quando Moçambique tornou-se signatário dos Objectivos de Desenvolvimento do Milênio, sendo que o Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (FARPA) contem objectivos dirigidos à igualdade de género, particularmente na educação e na saúde.

Entretanto, apesar dos compromissos do Governo para traduzir compromissos políticos em iniciativas que promovam a consciência de género ao nível das instituições do Estado e da sociedade em geral, e que possam conferir mais poder às mulheres, volvidos 22 anos ainda há um longo caminho por se percorrer.

Actualmente, os homens estão em maioria nas fileiras da Agencia Metropolitana dos Transportes (AMT) no que respeita aos profissionais que exercem a função de motoristas. Visando mudar o actual cenário, Agência Metropolitana dos Transportes (AMT) em parceria Área Metropolitana de Barcelona (AMB) e Arquitetura Sem Fronteiras (ASF) lançaram o Programa de Bolsas de Estudos para Formação de Mulheres Condutoras.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração EMTPM, Edson Ussaca, visa formar e atribuir cartas profissionais a seis mulheres para posteriormente conduzirem autocarros.

“O memorando representa a atribuição de bolsas para participação de seis mulheres na Escola de Condução EMTPM Bolsas que são atribuídas por um parceiro chamado Arquitetura Sem Fronteiras visa formar e atribuir cartas profissionais a estas mulheres que estão nas empresas de municipais de transporte. Essa será uma grande contribuição naquilo que tem a ver com a participação naquelas profissões que nós considerávamos exclusivas para os homens que é a condução de autocarros”, disse Ussaca para depois acrescentar que este não é o primeiro projecto a ser levado a cabo por aquela empresa municipal.

“Em 2010 tivemos um projecto em que formamos dez mulheres e desde lá a esta parte outras desistiram, mas ainda temos outras que fazem o trabalho de condução e a experiência é boa porque com as mulheres na condução é grande ganho porque se formos a analisar em casos de incidentes e acidentes cuja a culpa recai nas senhoras é quase zero quando se trata das mulheres afectas as empresas dos transportes. São poucos mas são grande passo, mas com esta espera-se que as outras sejam motivadas”.

“Os homens estão na maioria na condução, mas isso não significa que somos incapazes”

Na qualidade da chefe dos Serviços de Cooperação Internacional da Área Metropolitana de Barcelona, Maria Peix, declarou que a sua instituição tem levado a cabo iniciativas nas empresas municipais para promover a incorporação de mulheres no sector os transportes.

“Um dos elementos importantes é incorporar mulheres na condução de autocarros. Queremos que no futuro tenhamos mais mulheres nas empresas de transporte e sobretudo na área metropolitana de Maputo. Esse projecto é importante porque é de transformação, transformamos a maneira de trabalhar porque são muitos actores que conjuntamente podemos fazer a forma de fazer o transporte. Tem poucas mulheres no sector e consideramos que as mulheres devem-se incorporar porque elas são capazes. As mulheres têm os mesmos direitos dos homens”.

Leta Langa estava visivelmente feliz por ter sido uma das beneficiárias da bolsa para mais tarde se trocar o sector das cobranças pelo volante depois de 14 anos. Ao Evidências, Langa referiu que pretende ser fonte de inspiração para outras mulheres.

Estou deveras feliz pela oportunidade que me foi concedida. Nós mulheres somos fortes e podemos fazer o trabalho de condução que não é fácil, mas vamos fazer de tudo para conseguir. Os homens estão na maioria na condução, mas isso não significa que somos incapazes. Faremos de tudo para representar as mulheres e, por outro, servir de rebenta-minas para as mulheres que temiam abraçar oportunidades na condução”

Por sua vez, Teresa Julião, outra beneficiária da bolsa para a carta de condução, declarou que ser uma referência na condução de autocarros capital moçambicana, tendo declarado que a bolsa chegou num momento oportuno.

“As mulheres só precisam de oportunidades para mostrarem as suas capacidades. Agradecemos pela confiança e vamos fazer de tudo para não decepcionar. Não sei qual é o sonho das minhas colegas, mas eu quero ser uma referência na Cidade de Maputo”, disse.

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