FDC, IMD e ACCORD pretendem fortalecer influência das mulheres na construção da paz

DESTAQUE SOCIEDADE

A Fundação para o desenvolvimento comunitário (FDC), Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) e Centro Africano para Resolução Construtiva de Disputas (ACOORD) pretendem fortalecer a influência das mulheres na construção da paz e reconciliação nacional. Para o efeito, as três organizações da sociedade civil, através do Movimento Mulher e Paz, lançaram na Cidade da Beira, província de Sofala, o Núcleo Provincial da Paz com o objectivo de activar o poder de influência e liderança destas no diálogo, mediação de conflitos para serem mais ousadas no processo de busca da paz, reconciliação nacional e coesão social.

Jossias Sixpence- Beira

Com a criação do Núcleo Provincial da Paz em Sofala, as mulheres têm espaço para se destacar na busca da paz social ao nível daquela província da zona centro, sendo que o mesmo poderá ainda actuar nas áreas da mobilização fortalecimento comunitário, assistência técnica e capacitação institucional, sinergias e ligações com plataformas nacionais de apoio as mulheres e fortalecimento da solidariedade entre as mulheres.

De acordo com o director de advocacia do Fundo para o Desenvolvimento da Comunidade, Joaquim Oliveira, a criação do Núcleo Provincial da Paz visa combater os vários tipos de crimes que apoquentam a sociedade.

“Estamos esperançosos em compreender, neste fórum, os sonhos, e desafios específicos e locais em prol de uma paz social que é cada dia penhorada por actos de violência nunca vistos resultantes da perda de valores morais e, consequentemente, do crescimento de número de jovens e adultos que se associam ao crime. Acima de tudo pretendemos ver o plano, as abordagens a serem desenhadas e que irão permitir o alcance o combate dos males sociais e o alcance dos sonhos das mulheres”, referiu Oliveira.

Por sua vez Marta Wetela, oficial do Movimento Mulher e Paz, disse este núcleo vai materializar a agenda nacional do movimento ou as prioridades que o movimento traçou para o processo da busca da paz para reconciliação nacional e coesão social.

“Queremos apostar na Capacitação como activista e mediadora da paz para sentirem realmente actores chaves e activas neste processo de busca da paz, há vezes que elas se desvalorizam e algumas vezes elas têm falta do espaço, há rostos de mulheres fortes mas sem poder de decisão para influenciar tomadas de grandes decisões” disse Wetela para posteriormente Rosarina Macate declarar que a voz das mulheres passará a ser audível depois da criação deste movimento

“Queremos transformar homens em mulheres, o que significa o homem considerar, respeitar as decisões da mulher e sua contribuição, porque elas são receptoras dos efeitos da falta da paz porque estas tornam-se viúvas e chefe de famílias e várias consequências sociais precisam olharem para nós como a massa pensante”.

Em representação do Governo, Teresa Minyenge, directora de Serviço Provincial dos Combatentes, reconheceu o papel das mulheres na busca da paz e reconciliação nacional, tendo referido que as mesmas têm um papel importante na pacificação do país”.

“A paz começa com pequenas acções em casa e no bairro, e a acção proactiva e de busca de soluções para os entraves existentes pela caminhada e as mulheres devem intensificar a interacção com outras forças vivas na mesma causa. Cada uma deve contribuir com acções concretas”, concluiu.

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