Hóquei em Patins: SED defende que a FMP devia ter feito requisição de apoios para o “Africano” no ano passado

DESPORTO DESTAQUE

A selecção nacional de hóquei em patins, por sinal vice-campeã em título, não participar do Campeonato Africano por falta de fundos. A Federação Moçambique de Patinagem (FMP) justifica que a desistência deriva da falta de resposta favorável das empresas parceiras do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) que tem suportado a participação do combinado nacional em competições internacionais. Na qualidade de representante do Governo, o Secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes, apontou que a FMP devia ter feito da requisição da logística da participação do combinado nacional no ano passado, visto que o Orçamento de Estado é feito no ano anterior.

A Federação Moçambicaa de Patinagem está de costas voltadas com o Executivo, visto que submeteu há três meses a carta de pedido de apoio ao Fundo de Promoção Desportiva para fazer parte do “Africano” de hóquei em patins.

Na sua versão dos factos, Carlos Gilberto Mendes rebate as críticas e refere que a FMP devia ter feito o pedido no ano passado.

“Toda a logística para ser feita tem que se preparar com antecedência, a requisição de apoios por aí adiante. Ficou estranho uma modalidade conceituada como hóquei em patins não ter conseguido nenhum apoio. Isto é sintomático de todo o problema que esteve por detrás de toda a administração. Três meses é este ano. Eles deviam ter submetido ano passado. Sabe que o orçamento do Estado é feito no ano anterior. Por vezes a gente consegue intervir e noutras vezes não porque os desafios são enormes. Veja quantas selecções nós temos a trabalharem fora”, argumentou Mendes citado pelo Jornal O País para depois referir que o Executivo reconhece o historial e a importância do hóquei no desporto moçambicano

“O hóquei em patins já nos habituou a grandes resultados. Sempre trouxe glórias para o país. É uma modalidade que o Governo acarinha muito. Infelizmente, estão a passar por um momento meio conturbado”.

Refira-se que, de acordo com a instituição que chancela a modalidade em Moçambique, eram necessários mais de 17 milhões de meticais para custear a participação de duas selecções nacionais, ou seja sênior e sub-19, nos respectivos “Africanos”

Facebook Comments

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *