Ministros de infraestruturas do COMESA defendem mobilização de recursos para colmatar lacunas 

ECONOMIA

Os ministros das infraestruturas do Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA) defenderam, no final da 13ª reunião dos ministros para área das infrastruturas, realizada na capital de Ruanda, Kigali, a mobilização de recursos provenientes de recursos naturais, parcerias público-privadas, investimento directo estrangeiro e parceiros de desenvolvimento para acabar com a crescente lacuna de infraestruturas na região.

Texto: Suzana da Conceição *

Durante o encontro virtual que contou com a presença de ministros e representantes ministeriais responsáveis ​​pelos transportes e comunicações, tecnologias de informação e energia, os governantes observaram que desde o início da pandemia da COVID-19, as lacunas em infraestruturas aumentaram à medida que os recursos foram transferidos para as necessidades da pandemia.

Na sua intervenção, a ministra do Estado no Ministério das Infraestruturas de Ruanda, Patricie Uwase, abservou que, apesar dos esforços positivos dos Estados-membros, as infraestruturas regionais ainda carecem de quantidade e qualidade, assumindo que as políticas nacionais por vezes dificultam a facilidade do comércio, da mobilidade e da logística.

 Uwase reforçou apelo aos ministros para que forneçam orientações políticas para facilitar o desenvolvimento e a adopção de soluções práticas para mitigar os desafios infraestruturas, a fim de garantir a adequação das infraestruturas em relação à procura actual e futura.

Na qualidade de Secretária Geral da COMESA, Chileshe Kapwepwe, falou da falta de infraestruturas adequadas em muitos países da região como um dos principais constrangimentos ao crescimento económico e ao desenvolvimento, resultando em portos ineficientes, transportes rodoviários dispendiosos, acesso limitado à electricidade e energia limpa e água potável.

Para reverter a actual situação, Kapwepwe destacou a importância do sector privado no financiamento de infraestruturas, apelando a clara parceria público-privada que garanta protecção legal aos investidores, assim como a fácil aquisição das licenças de investimento necessárias e redução de riscos legais e operacionais.

“Como devem saber, o financiamento público por si só não é suficiente para colmatar a lacuna infraestrutura na região portanto, precisamos da participação do sector privado, pois este favorece projectos com retornos de risco adequados e com receitas previsíveis e estáveis”.

Por seu turno, o ministro da Tecnologia da Informação e Comunicação do Burundi, Leocadie Ndacayisaba, sublinhou a importância do desenvolvimento de infraestruturas resilientes às alterações climáticas.

Segundo dados recentes desta organização, estima-se que o défice de infraestruturas africanas tenha aumentado em 2020 para entre 59 mil milhões de dólares e 96 mil milhões de dólares. De referir que a próxima reunião conjunta dos Ministros das Infraestruturas responsáveis ​​pelos transportes e comunicações, tecnologias de informação e energia será organizada no Burundi em 2024.

 

*Colaboração

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