Macamo não quer interferência externa na política interna do país

DESTAQUE POLÍTICA

Na qualidade de chefe da diplomacia moçambicana, Verônica Macamo, apoiando-se Convenção de Viena instou os Chefes das Missões Diplomáticas em Moçambique e Representantes das Organizações Internacionais para se excluírem da política interna do país.

Os partidos da oposição, organizações da sociedade civil e comunidade internacional mostraram a sua indignação pela forma que foram conduzidas as VI Eleições Autárquicas. Na tentativa de acalmar os ânimos, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação reuniu-se, à porta fechada, com os Chefes das Missões Diplomáticas em Moçambique e Representantes das Organizações Internacionais com o objectivo de partilhar informações sobre as eleições autárquicas.

No referido encontro, Verônica Macamo, segundo revelou o porta – voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Matsinhe, pediu aos responsáveis das missões diplomáticas para não se intrometerem na política do país, justificando que as instituições moçambicanas são capazes de resolver os próprios diferendos.

“Em respeito à convenção de Viena (a ministra) apelou aos amigos da comunidade internacional para que confiem nas instituições moçambicanas e nos moçambicanos para resolverem os seus próprios diferendos, disse Matsinhe.

Por outro lado, o porta – voz do pelouro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação instou aos moçambicanos para terem calma até a promulgação dos resultados das VI Eleições Autárquicas por parte do Conselho Constitucional.

“Temos fé que este processo, como os anteriores, vai terminar bem. Os moçambicanos sabem o que querem e os moçambicanos querem a paz e o desenvolvimento do país (…) as eleições autárquicas do dia 11 de Outubro demonstraram a vitalidade, crescimento e consolidação da jovem democracia multipartidária moçambicana”.

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