MINEDH lava as mãos no escândalo do desvio de fundos da Covid-19 e aponta o dedo as direções provinciais

DESTAQUE SOCIEDADE

 O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano reconhece que recebeu fundos para prevenção da Covid-19, mas aponta que os mesmos foram descentralizados, ou seja, foram geridos pelas direções provinciais e distritais.

O Tribunal Administrativo, entidade que audita as contas do Governo, constatou que houve uso indevido dos fundos destinados à prevenção da Covid-19 no Instituto Nacional de Acção Social (INAS), Ministério das Saúde e Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

Na sua versão dos factos, o pelouro da educação confirma que recebeu os mesmos, contudo, justifica que os mesmos foram descentralizados para as províncias assim como para os distritos.

“Os fundos foram descentralizados para as províncias, como sabem as nossas escolas não têm gabinetes de gestão, então a gestão é feita a nível das unidades locais do sistema educativo. Foram, sim, feitas as despesas, foram produzidos os relatórios, recebemos os justificativos das despesas que foram efectuadas e foram encaminhadas a essa auditoria do Tribunal Administrativo que foi feita”, declarou o porta – voz do MINEDH, Mateus Simbine, numa entrevista concedida ao Jornal o País.

Ainda sobre o relatório do Tribunal Administrativo que constatou que o houve uso indevido de fundos disponibilizados para à prevenção da Covid-19 Simbine disse ainda prematuro para tecer comentários, tendo referido que o MINEDH vai comparar os relatórios enviados pelas direções provinciais e distritais.

“Qualquer informação que for adicionalmente produzida em relação ao relatório do TA será oportunamente partilhada, porque assim que recebemos as informações sobre o relatório há uma equipa que sempre trabalhou na gestão dos fundos vai analisar o relatório e as informações serão partilhadas oficialmente. ”

 

 

 

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