Renamo e MDM defendem alteração das datas do recenseamento eleitoral

DESTAQUE POLÍTICA

O recenseamento eleitoral com vista às eleições gerais, de acordo com o Conselho de Ministros, vai decorrer de 01 de Fevereiro a 16 de Março de 2024. Entretanto, a Renamo e o MDM, por sinal partidos da oposição, não concordam com datas e pedem alteração das mesmas.

A mandatária do maior partido da oposição em Moçambique, Glória Salvador, refere que o recenseamento eleitoral pode ser condicionado pela época chuvosa, defendendo que o processo devia decorrer entre Março e Abril para não excluir potenciais eleitores.

“Dia 01 de Fevereiro, para o nosso país, não é uma data prática. Se bem que a CNE e o órgão que sugere ao Governo ou ao Conselho de Ministros, as datas para o processo de recenseamento, questionamos porque o início para o dia 01, ao invés do que tem sido sempre, no mínimo, ou 15 de Março ou mesmo de Abril, porque, no país, nessas alturas, há muitas chuvas e ciclones”, declarou Glória Salvador.

Salvador observa que em caso da Comissão Nacional de Eleições (CNE) manter as datas que foram tornadas públicas terá menos eleitores, o que de certa forma, não é bom para a democracia.

Quem também não concorda com as datas propostas pela Comissão Nacional de Eleições para o recenseamento eleitoral é o Movimento Democrático de Mocambique (MDM), uma vez que entende que este processo devia arrancar depois de Fevereiro para não coincidir com a época chuvosa.

“Nós já manifestámos isso e, como aconteceu nos recenseamentos passados para as eleições presidenciais, podia acontecer em Março, pelo menos até ao dia 15 de Março ou Abril, para permitir que as pessoas consigam recensear-se, se de facto queremos um recenseamento em que todos participem”, esclareceu Silvia Cheia.

Por sua vez, a Frelimo reconhece que não há condições, mas alerta que não se pode violar o que está previamente definido

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