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Elias Dhlakama entra na corrida para a presidência da Renamo

Depois de Venâncio Mondlane, mais um nome juntou-se no lote dos adversários de Ossufo Momade na corrida à liderança da Renamo. Trata-se de Elias Dhlakama, por sinal irmão do saudoso líder do maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama.

Elias Dhlakama disse que decidiu entrar na corrida para a presidência da Renamo porque conta com o apoio das bases, tendo ainda referido, mesmo sem mencionar nomes, que não teme a concorrência de figuras mediáticas no seio do partido.

“Sim, vou-me candidatar. Reúno muito bem. Tenho o contacto das bases, tenho o apoio das bases da Renamo e dos membros séniores”, declarou o irmão de Afonso Dhlakama numa entrevista concedida ao DW.

A opinião pública coloca Venâncio Mondlane como o candidato ideal para substituir Ossufo Momade na liderança da Renamo. No entanto, Elias Dhlakama acredita que não está em desvantagem ao cabeça – de – lista da perdiz nas VI Eleições Autárquicas, vincando que não será o cidadão comum que vai votar no Congresso.

“Pelo contrário. Algumas imagens aparecem na opinião pública porque foram cabeças de lista, gritaram muito, andaram atrás da Justiça para defender os votos da Renamo. Por isso é que eles falaram muito. Não é um cidadão comum que vai votar no congresso da Renamo, que será convidado no Conselho Nacional da Renamo. São membros séniores do partido. E eu sou um membro sénior da Renamo. Talvez dissesse que eu tenho poucos adversários diretos, porque eu conheço bem. Agora, outra coisa é a opinião pública”, referiu.

Elias Dhlakama se diz conhecedor da Renamo e, por isso, em caso de chegar a liderança do partido promete uma Renamo mais unida e capaz de ganhar as eleições com vista a dirigir o país.

“Eu conheço melhor o partido Renamo. O que eu quero na Renamo é a inclusão, eu serei aglutinador. Há muitas situações e é preciso ser conhecedor, porque a Renamo anda com muitos problemas. Veja só que a Renamo sai do processo de DDR [Desarmamento, Desmobilização e Reintegração], que foi muito mal feito e se possível [deve haver] uma renegociação, porque os militares que beneficiaram deste processo todos eles estão a murmurar, nós queremos uma Renamo mais conjugada, uma Renamo para ganhar eleições, para dirigir o país”.

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