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O Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, lançou esta quinta-feira (12), em Maputo, o Ano da Formação Profissional 2026, defendendo a padronização e o reforço da qualidade do ensino técnico como elemento fundamental para qualificar a juventude e responder às exigências do mercado de trabalho. O governante sublinhou que a formação profissional constitui uma das principais estratégias do Governo para promover emprego, estimular o empreendedorismo e impulsionar o desenvolvimento económico e social do país, num contexto de rápidas transformações tecnológicas e crescente competitividade global
Edmilson Mate
O evento reuniu representantes do Governo, parceiros de cooperação, dirigentes de instituições públicas, formandos e encarregados de educação, tendo como objetivo reforçar o compromisso nacional com a qualificação da juventude e com o fortalecimento do sistema de formação técnico-profissional no país.
Na ocasião, o titular da pasta da juventude, Caifadine Manasse destacou que a formação profissional constitui um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento económico e social de Moçambique, sobretudo num contexto global marcado por rápidas transformações tecnológicas e crescente competitividade.
Segundo o ministro, o Governo tem na capacitação da juventude uma das prioridades centrais para promover emprego, empreendedorismo e crescimento económico sustentável.
Durante o seu discurso, Manasse sublinhou que investir em competências práticas, conhecimento aplicado e capacidade produtiva deixou de ser uma opção, tornando-se uma necessidade estratégica para o país. “Formar cidadãos competentes e empreendedores é, simultaneamente, uma resposta às exigências do mercado e um acto de afirmação da soberania económica”, afirmou.
O ministro destacou ainda o papel do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) como âncora essencial para a transversalidade do empoderamento da juventude, promovendo competências técnicas de qualidade e alinhadas com as necessidades reais da economia. No entanto, defendeu a necessidade de modernizar o sistema de formação profissional, apostando na transformação digital e na introdução de novas áreas de conhecimento, como robótica, automação e outras tecnologias emergentes, com vista a preparar os jovens para os desafios da economia do futuro.
Outro aspecto destacado foi a importância de reforçar a inclusão feminina nos processos de formação técnico-profissional. Para o governante, a participação das jovens deve ir além dos números, garantindo competências sólidas que lhes permitam assumir um papel activo nos diferentes sectores da economia.
Dirigindo-se aos formandos, o ministro encorajou os jovens a aproveitarem o período de formação para desenvolver não apenas habilidades técnicas, mas também competências de liderança, pensamento crítico, inovação e responsabilidade social.
“Cada jovem qualificado representa não apenas a realização de um sonho individual, mas também uma contribuição concreta para o desenvolvimento económico, social e cultural de Moçambique”, concluiu.



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