INGD garante que vai continua assistir deslocados internos apesar das dificuldades

SOCIEDADE

Mesmo reconhecendo as dificuldades devido a escassez de recursos, aliada a cada vez crescente falta de provisões por parte dos parceiros de cooperação, o Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD) assegura que vai continuar a encetar esforço para garantir assistência aos deslocados internos causados pelo terrorismo em Cabo Delgado.

Um dos principais constrangimentos que a instituição enfrenta neste momento é a fraca capacidade de mobilização de recursos, num contexto em que ainda existem deslocados que sequer recebem apoio, mas o INGD assegura que tem estado em conversações com outros actores com vista a conseguirem conjuntamente assegurar condições mínimas a grupos mais vulneráveis.

“Temos preocupação particular em garantir assistência aos grupos vulneráveis, sobretudo mulheres, crianças e idosos que vivem em situação de extrema necessidade. O que defendemos é que deve haver uma coordenação de resposta entre os diferentes actores envolvidos na assistência humanitária. Nós como INGD continuaremos com o nosso papel de coordenação com vista a garantir que ninguém fique de fora”, assegurou pelo vice-presidente do INGD, Belém Monteiro, falando em Maputo, por ocasião de um seminário.

Para Belém a maior preocupação da instituição neste momento é minorar o sofrimentoque as pessoas estão a passar, pelo que há um trabalho continuo de cadastro e mapeamento dos deslocados para que sejam apoiados.

“Sabemos que ainda há deslocados que estão acolhidas em famílias em Pemba e outros distritos, que ainda não estão a receber assistência no âmbito da acção cocordenada com parceiros. Neste momento, decorrem acções com o seu registo e mapeamento, para que sejam devidamente encaminhados aos centros de acolhimentos para evitarmos a dispersão de recursos. Isso porque é fácil canalizar o apoio quando estão agrupados, do que quando estão dispersos. Essa tem sido a nova abordagem do governo nos distritos assolados pelas últimas vagas de comflitos como Ancuabe, Metuge, entre outros”, disse Belém.

Em relação a reposição das tendas nos centros de acolhimento como os de Metuge, que, tal como reportou o Evidências, estão praticamente obsoletas, a fonte assume que esta intervenção poderá levar mais tempo, pois não estava previsto que os deslocados permanecessem por mais de dois anos naquelas condições.

Refira-se que estima-se que existam  neste momento cerca de 1.2 milhão de deslocados devido a acção de grupos terroristas em Cabo Delgado e 1.3 milhão de outros por causa de eventos extremos.

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