Em duas obras  já disponíveis no mercado: Vuma retrata suas origens humildes para superação e outras vivencias

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Quando caminha a passos largos de terminar o segundo e último mandato na presidência da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, o empresário e político, Agostinho Vuma decidiu se estrear no mundo da literatura, tendo lançado dois livros. Trata-se de “Diálogo Público-Privado em Moçambique – Impacto na Economia e Guia ao Investidor” e “Liderança, Legado de uma Caminhada”. Os dois livros estão já no mercado sob a chancela da Afrobooks, sendo que na cerimónia de lançamento, Fernando Couto referiu que Vuma é uma referência para os jovens empresários

Duarte Sitoe

Nos últimos sete anos, Agostinho Vuma dirigiu os destinos da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), agremiação que representa o sector privado em Moçambique. Os dois mandatos de Vuma calharam no reinado de Filipe Nyusi.

Para eternizar a sua passagem pela presidência da CTA, Agostinho Vuma decidiu lançar dois livros. Na apresentação dos livros, Fernando Couto destacou o trajecto do autor nos meandros empresariais.

“O Agostinho Vuma, como disse, nasceu de uma família modesta, fez a sua educação à sua própria custa, não veio de nenhum colégio privado, de nenhuma escola no exterior, e é a pessoa que é, neste momento, sobretudo para os jovens empresários, os quais devem perceber que no seu caminho como empresários há momentos bons e momentos difíceis”, destacou.

De acordo com o ainda presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, o primeiro, “Diálogo Público-privado – Impacto na Economia e Guia ao Investidor”, idealizado em 2018, narra os processos de diálogo, encontros e percursos conjuntos entre os líderes do governo passado e o sector privado, com foco em consensos na construção de um ambiente de negócios que favoreça o desenvolvimento e atractividade da economia nacional.

Na cerimónia de lançamento das duas obras, Agostinho Vuma fez questão de explicar que a segunda tem um significado particular, uma vez que traz os fardos pesados que foi carregando ao longo dos últimos sete anos.

“A capa do livro, refiro-me ao livro ‘Liderança, Legado de uma Caminhada’, tem um significado particular. É uma imagem dos pesados fardos que tive de carregar e suportar ao longo da caminhada, em particular nos últimos sete anos. Desde as privações de um miúdo de descendência rural às longas e difíceis jornadas para o acesso a uma escola, refiro aqui que estive na UEM como bolseiro, bolsa completa, as limitações financeiras que levam muitos adolescentes a buscarem no comércio informal a sua fonte de subsistência e, assim, jogar o seu papel activo na economia familiar, entre outros”, sublinha.

Ainda no “Liderança, Legado de uma Caminhada”, Vuma fez questão de mencionar a tentativa de assassinato de que foi alvo em 2020, arredores da Cidade de Maputo.

“Trata-se de uma matéria que muito me marca e afecta, e, para o benefício da mesma sociedade que exerce o seu escrutínio da nossa caminhada, permita-me destacar que a maior motivação do homicídio frustrado, de que fui vítima, foi, sem dúvidas, o ódio, a malícia, a inveja, o mau carácter e a consciência de fracassado de seu mandante que via a morte como a única forma de travar uma caminhada que sempre se mostrará sucessiva para as caminhadas também vindouras “, disse o ainda presidente da CTA, para depois exortar aos presentes para que nunca se deixem influenciar pelo rancor e pela malícia.

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