A bancada parlamentar do partido PODEMOS manifestou estar disposta a esquecer as desavenças do passado com Venâncio Mondlane, ex-candidato presidencial, em prol da paz e da estabilidade nacional.
O posicionamento foi avançado nesta quinta-feira, 27 de Março, pelo deputado Ivandro Massingue, que destacou a necessidade de um diálogo sustentável para garantir a paz no país.
“Precisamos de alcançar um objectivo, que é a paz. Por isso, estamos dispostos a esquecer todas as diferenças e tudo o que houve no passado entre Venâncio Mondlane e o nosso líder ou partido PODEMOS, em prol de um diálogo sustentável para a estabilidade nacional”, afirmou Massingue.
O deputado saudou positivamente o encontro realizado na noite de domingo, 23 de Março, entre o Presidente da República, Daniel Chapo e Venâncio Mondlane, considerando-o um passo essencial para alcançar a tão almejada paz “definitiva”.
“Nós, como bancada parlamentar do PODEMOS, vemos este encontro com satisfação. Diante do actual contexto de crise e instabilidade sociopolítica, há em nós um anseio de que o país alcance estabilidade, permitindo-nos governar e implementar os planos de governação que estão a ser analisados e possivelmente aprovados. Para isso, é essencial que haja estabilidade e paz”, sublinhou.
Massingue reafirmou o papel do PODEMOS nas negociações políticas, destacando que o partido foi pioneiro nesse processo e se considera protagonista na busca por soluções para o país.
“Como PODEMOS, somos o maior protagonista do diálogo político. Fomos os primeiros a tomar a dianteira nessas negociações até à assinatura deste acordo político. Por isso, apoiamos este diálogo e não temos razões para condená-lo ou contestá-lo.”
Além disso, o deputado mencionou os desafios enfrentados no Parlamento, especialmente no que diz respeito à autonomia financeira da Assembleia da República, factor que, segundo ele, limita a implementação de projectos legislativos.
“Um dos maiores desafios dos deputados é a falta de autonomia financeira da própria Assembleia da República, o que muitas vezes impede a apresentação e concretização de projectos de e os mesmos serem aprovados”, concluiu Massingue.

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