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Em 40 anos de existência em Moçambique, ADPP impactou a vida de milhões de moçambicanos

Num ano em que a Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo Moçambique (ADPP Moçambique), uma das mais antigas Organizações não Governamentais (ONG´s) no país, celebra 40 anos de existência, a instituição comemora uma série de conquistas, com destaque para o impacto directo que teve na vida de milhões de moçambicanos de todas as idades, com destaque para crianças, raparigas e mulheres nas áreas de saúde, educação e agricultura sustentável. Só no ano passado, por exemplo, pouco mais de seis milhões de pessoas beneficiaram-se dos projectos e programas daquela ONG.

 Neila Sitoe

A história da ADPP remota de 1982, quando um movimento proveniente da Europa, na Escandinávia, para apoiar os países da Linha de Frente que lutavam contra o regime colonial, incluindo o Apartheid na África do Sul, iniciou actividades em  Moçambique, primeiro com um estaleiro de embarcações numa escola de pesca, localizada na Matola, e pouco tempo depois iniciou o trabalho na área da educação e seguiram-se outras, com impacto significativo na vida de milhares de pessoas em todas as Províncias do País.

Para descrever o impacto das actividades da Organização desde a sua criação, Birgit Holm, Directora Executiva, fez uma reconstrução da história da ADPP enfatizando principais marcos.

“Ao longo dos 40 anos, o nosso trabalho teve impacto na vida de milhões de moçambicanos. Inicialmente, concentramo-nos na área da educação, primeiro na alfabetização e depois fomos evoluindo até a formação de professores. A partir de 1998, alargamos as nossas actividades ao sector da saúde com o primeiro programa virado para a luta contra HIV’SIDA, que era a maior preocupação na altura. A agricultura veio merecer atenção às nossas actividades em 2004, através de uma abordagem de clubes de agricultores ainda em uso nos projectos que implementamos hoje” – conta.

Por seu turno, Ana Lemos, presidente do Conselho de Administração da ADPP, destacou o longo percurso desde quando a instituição tinha somente uma meia dúzia de pessoas até chegar aos cerca de 3.500 colaboradores actuais.

“ Ultrapassamos o conflito armado dos 16 anos, secas, cheias, ciclones, epidemias, etc., mas sempre nos mantivemos firmes porque sabíamos que de coração aberto iríamos chegar onde nos propusemos alcançar e que se encontra espasmado nos nossos Estatutos. O nosso objectivo é empoderar as pessoas, fazer com que elas assumam a direcção das suas vidas e do próprio país”, sublinha Lemos.

Refira-se que no ano transacto, na área da educação, a ADPP formou mais 945 novos professores primários, elevando o total para 23,451 professores graduados nas 11 escolas desde 1993. Ainda na área da educação, 350 mil crianças foram beneficiadas pelo projecto de reforço à leitura em implementação em 750 escolas pertencentes a 12 distritos da província de Nampula.

Nos projectos de saúde, a ADPP deu continuidade aos projectos de prevenção e controlo de doenças transmissíveis, tais como o HIV/SIDA, a Tuberculose, Malária e Nutrição. Para esta área, o maior destaque vai para o projecto Transform Nutrition, que está sendo implementado em 12 distritos da província de Nampula, onde dentre vários resultados alcançou 167,908 crianças menores de cinco anos e 35,700 mulheres grávidas e lactantes por meio de intervenções nutricionais específicas.

Na agricultura, especial atenção foi para o apoio a um total de 3,200 famílias deslocadas dos conflitos armados em Cabo Delgado através de actividades de subsistência. É destaque também o projecto ECOFISH, em implementação na província de Tete, onde está a reforçar a sustentabilidade económica, social e ambiental de 531 pescadores de pequena escala.

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