No âmbito da sua responsabilidade social, a empresa Cervejas de Moçambique (CDM) assinou um memorando de entendimento com Associação dos Conservadores e Notários assinaram visando o alargamento dos registos de nascimento e identificação civil. a iniciativa se cingirá, numa primeira fase, ao distrito de Angoche, província de Nampula.
Ao abrigo deste Memorando, a CDM, através da sua marca Impala, que também é um projecto sócio-económico que visa empoderar e mudar a vida das comunidades que fazem parte da sua cadeia de valores, irá inicialmente, suportar todas as necessidades para o registo de nascimentos, apoio que consiste em equipamento informático, telemóveis, equipamento para captação de dados, despesas de deslocação dos técnicos da conservatória e notário, formulários, entre outras.
Segundo Ambrósio Sambamate, Gestor de Assuntos Legais e Responsabilidade Social, o envolvimento da cervejeira visa contribuir para que cada vez mais moçambicanos tenham um documento de identificação e por essa via possam beneficiar de todos os direitos a isso inerentes.
“A CDM está envolvida em várias actividades de responsabilidade social com impacto nas camadas mais desfavorecidas da sociedade. Esta iniciativa é mais uma contribuição para permitir que as comunidades mais desfavorecidas tenham uma identidade e a partir daí possam efectivamente usufruir dos mais elementares direitos de qualquer cidadão, por exemplo, inscrever-se numa Escola, ter acesso a um emprego formal ou mesmo abrir uma conta bancária”, disse Sambamate para depois destacar que o memorando visa igualmente reconhecer o trabalho dos que cuidam da “nossa terra”.
“É ainda importante, reconhecer e recompensar todos aqueles que trabalham arduamente, todos os dias, para cuidar do Melhor da Nossa Terra, este que é o propósito da nossa marca Impala, daí a pertinência entre este projecto e a marca. Queremos que todos possamos ter o mesmo orgulho, a mesma convicção em dizer Sou da Nossa Terra, sou de Moçambique.” Acrescentou Ambrósio Sambamate.
Por um lado, a presidente da Associação de Conservadores e Notários, Esperança Nhagumbe, destacou que a identidade é um factor de empoderamento dos indivíduos, garantindo a sua dignidade humana, cidadania e participação política.
Por outro, Nhagumbe referiu que as Nações Unidas prevêem que até o ano de 2030 cada pessoa tenha uma identificação biométrica, defendendo que Moçambique não pode estar à margem desta onda global.

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