Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve 10 cidadãos estrangeiros na província de Nampula. os integrantes do referido grupo se reuniam todas noites em uma residência sendo que não conheciam sequer o proprietário da mesma; todos não têm documentação alguma e alguns dizem ter saído de Cabo Delgado, facto que o que levanta outras suspeitas que estão ainda em investigação.
De imediato foi criada uma equipa multissectorial composta pelo Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Polícia da República de Moçambique (PRM), Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) e pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) que se fez presente na residência localizada no bairro de Muatala, na periferia da cidade de Nampula.
A neutralização dos estrangeiros foi graças às diversas denúncias populares que as autoridades tomaram receberam reportando um movimento estranho de homens estrangeiros, que se reuniam na calada da noite para fazer algo que ninguém sabe.
Há relatos que quando de investigação chegou ao local, alguns homens se esconderam em um guarda-roupa num dos quartos e outros tentaram esconder-se no tecto da casa. Por conseguinte, durante a operação realizada na noite da última quarta-feira (18), foram identificados oito costa-marfinense com requerimento de asilo em Moçambique ainda não aceite, e dois outros homens sem documento algum.
O mais curioso é que todos se identificaram como sendo muçulmanos e a justificação foi que se reúnem diariamente naquela casa no período nocturno para fazer orações. Estranho é que afirmam não conhecer o proprietário da casa onde se reuniam e muito menos onde este se encontra.
O curioso é que nas proximidades da referida casa existem mesquitas onde geralmente a comunidade muçulmana realiza o chamado “sualath”, que normalmente são cinco orações que os muçulmanos realizam diariamente, mas estes homens escolheram uma casa desconhecida. Estranho não?
Um deles imigrantes disse ser vendedor de roupa usada no distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, mas que há decidiu seguir para Nampula para se juntar à esposa com quem está casado. “Mudei-me para vir recensear para ficar aqui em Nampula. Eu estava em Montepuez a vender calamidade, cheguei anteontem”.
O caso já deu entrada nos serviços nacionais de migração e o caso está sendo tratado como imigração ilegal, tal como deu entender Enércia Nota, porta-voz da Migração em Nampula. “Feita a triagem, constatámos que estes cidadãos são provenientes da província de Cabo Delgado e alegam vir à província de Nampula fazer recenseamento no INAR. Levantou-nos dúvidas porque estão reunidos numa casa a esta hora e como estamos a trabalhar de forma a desencorajar aquele que se encontra em situação irregular, estamos de dia e de noite a intensificar as acções.”
Por alguns destes terem dado informações contraditórias, todos ficaram sem os telemóveis para que iniciem investigações e o grupo foi conduzido às instalações do Comando Provincial da PRM, onde decorrem investigação, liderado pelo SISE, SERNIC e a própria PRM.
Ademais, surgem desconfianças das autoridades de investigação por não ser comum cidadãos da Costa de Marfim pedirem asilo em Moçambique. por sua vez, decorre na província de Cabo Delgado a “Operação Vulcão IV” que visa destruir os esconderijos dos terroristas, pelo que as declarações apresentadas pelos 10 detidos podem revelar verdades sobre uma provável célula do grupo terrorista que está a atacar Cabo Delgado passam-se anos.

Facebook Comments