Estudo aponta que munícipes de Pemba estão insatisfeitos com a governação

POLÍTICA

Um estudo levado a cabo pelo Instituto de Desenvolvimento e Estudos Sociais (IDES) aponta que os munícipes de Pemba estão insatisfeitos com a governação de Florete Mutarua. Na sua versão dos factos, a edilidade refugiou-se no fluxo populacional registado desde a agudização dos ataques terroristas nos distritos do centro e norte.

Adolfo Manuel, Pemba

Quando se caminha a passos largos para as eleições autárquicas tende a subir o nível de insatisfação dos munícipes de Pemba com a gestão de Florete Mutarua, que substituiu no cargo Tagir Carimo.

Falando durante o lançamento dos resultados do estudo, o director executivo do IDES, Fidel Terenciano, revelou que o inquérito para medir o nível de satisfação dos munícipes foi feito em todas as autarquias da província de Cabo Delgado, destacando que a visão dos actuais gestores do município de Pemba é negativa.

“Em Pemba, a visão sobre o presidente do Município é negativa, no sentido de que não se abriu ao povo, não contactou a população, não se fez chegar ao povo”, disse Terenciano, vincando que o sentimento que prevalece entre os munícipes é de que “nós temos problemas, não temos possibilidade de solucionar esses problemas e o nosso Presidente não vem aqui conviver conosco os problemas”.

O director executivo do IDES revelou que um dos objetivos do estudo é transformar a um conjunto de resultados alcançados em programas específicos de governação e desenhar o mais breve possível um programa de segurança rodoviária entre automobilistas/cidadãos que acedem a esses serviços.

“Identificámos as paragens de Gingone, Emulação e Andalucia como pontos críticos, em termos de segurança rodoviária, que precisam de um trabalho, como drenar os estudantes onde apanhar chapa, os automobilistas, como se pode viver seguro com vigilantes e jovens a dinamizar o transporte em Pemba”, revela.

Fabião Camessa foi um dos inquiridos pelo Instituto de Desenvolvimento e Estudos Sociais (IDES), tendo observado que faltam serviços básicos na Cidade de Pemba, com maior destaque para a iluminação pública, vias de acesso e infraestruturas urbanas

“Nós não temos vias de acesso, como é que um investidor pode implantar uma estância turística numa zona onde não tem vias de acesso em condições? Existem países que desenvolvem com o turismo. Temos praias lindas, mas como eu posso chegar numa praia quando as vias de acesso não estão em condições”, indagou Camassa, para depois criticar a edilidade que se refugia no fluxo populacional provocado pela situação do terrorismo.

“O presidente do Conselho Municipal diz que o fraco desenvolvimento do município foi por causa da insurgência. O fluxo de pessoas, o êxodo rural, fez com que os Planos do município não se realizassem. ‘Ok’, pode ser uma desculpa e eu acredito que não é desculpa a 100%, ou intempéries, mas isso não assolou apenas a cidade de Pemba, atingiu outras cidades, exemplo, a cidade da Beira foi assolada pelo Idai, mas esta cidade está a erguer-se. E outras cidades tiveram problemas que também tiveram fluxo da população, mas ninguém reclamou neste sentido”, rebate.

Na sua versão dos factos, Edson Leite, vereador para área de Transporte no município de Pemba, defendeu que a Edilidade nunca esteve parada e sempre deu o seu máximo, independente dos meios de que dispõe.

“Nós continuaremos a trabalhar para dar resposta às preocupações dos munícipes. Continuaremos a remover os resíduos sólidos e pedimos a colaboração incondicional dos munícipes para que a nossa cidade fique ainda mais limpa”, assegurou.

Promo������o

Facebook Comments