Os resultados das Eleições Gerais, Legislativas e das Assembleias Provinciais anunciados pelas Comissões Provinciais de Eleições foram contestados pelos partidos da oposição e pela sociedade civil. O software usado, desde 2009, pelas instituições de administração eleitoral para a centralização dos resultados foi fornecido pela LABSOTF Limitada, empresa esta que um anos após a sua criação mereceu confiança da Comissão Nacional de Eleições..
Foi no contexto das Eleições Gerais de Outubro de 2009 que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) contratou a LABSOFT Limitada para o fornecimento do software para o apuramento dos resultados eleitorais.
Trata-se de uma empresa moçambicana, vocacionada na prestação de serviços, entre outros, de assistência técnica de computadores, desenvolvimento de softwares, venda de computadores e consumíveis.
A ligação entre esta empresa e os Órgãos Eleitorais dura até aos dias que correm, ou seja, há sensivelmente 25 anos, sendo da responsabilidade da LABSOFT Limitada a contagem centralizada dos votos a nível nacional.
Tal como aconteceu em 2009, 2014 e 2019, a centralização dos resultados anunciados, recentemente, pelas Comissões Provinciais de Eleições terá o selo da LABSOFT, visto que será usado a plataforma da empresa vocacionada na prestação de serviços, entre outros, de assistência técnica de computadores, desenvolvimento de softwares, venda de computadores e consumíveis
Mas quem é a LABSOFT Limitada?
Trata-se de uma companhia constituída a 14 de Maio de 2008 – um ano antes da adjudicação do contrato – localizada na cidade da Matola, província de Maputo, porém registada na Conservatória de Registos das Entidades Legais a 24 de Junho de 2008 – um mês e dez dias depois da sua criação – com o número único de entidade legal 100059797, tendo a sua escritura sido publicada no BR número 25 – 4.o Suplemento da III Série.
Foi com base nesse registo que, a 31 de Julho do mesmo ano (2008), a LABSOFT viu emitido o seu Alvará pela Direcção Provincial da Indústria e Comércio de Maputo, na altura dirigido por Fanieta Manjate.
Refira-se que a LABSOFT pertence a dois cidadãos, nomeadamente, Mauro Rodrigues Conceição da Costa e Penicela Pedro Vasco, conforme indicam os respectivos estatutos publicados em BR, que apontam para um capital social de 40 mil meticais, cujas quotas estão distribuídas em 50% para cada um dos dois sócios.
Segundo informações na posse do Evidências, um dos sócios da LASOFT era, até a criação desta empresa, funcionário de Estado, curiosamente, a prestar serviços informáticos a Comissão Nacional de Eleições.

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