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Terminou, a princípio desta noite, a III Sessão Extraordinária do Comité Central do Partido Frelimo, que tinha em vista a eleição do novo Presidente do partido, do secretário-geral e membros do secretariado. Entretanto, o último ponto de agenda, neste caso a eleição dos membros do secretariado, acabou sendo adiado para a sessão ordinária do partido prevista para Março Próximo, altura em que também deverá ser eleita uma nova Comissão Política.
A reunião magna do partido Frelimo terminou, esta sexta-feira, sem desfecho em relação dos membros do secretariado, depois de um aceso debate que determinou o seu adiamento para Março próximo.
Embora não fizesse parte da agenda desta sessão, alguns camaradas acabaram exigindo a inclusão da eleição de novos membros da Comissão Política, um dos pontos cuja discussão foi também adiada para sessão de Março.
Recorde-se que foi Agostinho Mondlane quem propôs que a eleição de novos membros da Comissão Política também devia constar da agenda. Quando Filipe Nyusi pediu que os membros do comite central votassem a agenda de trabalho, precisamente quando perguntava quem votava contra, Mondlane levantou a mão e após ser dado a palavra sugeriu que para além do já previsto, se votasse também numa nova Comissão Política.
“Quando olho para esta proposta de agenda, vejo a eleição do Presidente do partido, aí podemos entender, depois temos a eleição do secretário-geral, também podemos entender e depois a membros do secretariado do Comité Central. O que gostaria de obter do nosso presídio é a explicação do porquê dos órgãos centrais, não termos aqui a Comissão politica nessa eleição”, indagou Mondlane.
Logo após a sua intervenção a sala ficou completamente gelada por alguns instantes e o ainda presidente do partido quebrou o silêncio para dizer que era uma ideia “pacifica” e avançou-se para aprovação da agenda por unanimidade.
A sessão de hoje apenas confirmou a indicação de Daniel Chapo para o cargo de presidente do partido, após renúncia de Filipe Nyusi, e a eleição de Chakil Abubakar como secretário-geral, num pleito em que voltou a prevalecer a ditadura das candidaturas únicas, uma marca registada do consulado de Filipe Nyusi e Roque Silva.



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