Os Estados Unidos de América (EUA) vão continuar a apoiar Moçambique em projectos humanitários apesar de desafios que o país enfrenta. O facto foi assegurado esta quarta-feira, 19 de Fevereiro, em Maputo, pelo embaixador daquele país, Peter H. Vrooman no âmbito de fortalecimento de relações bilaterais.
De acordo com o embaixador norte-americano, Vrooman, apesar de alguns programas estarem “estagnadas”, o país vai priorizar o sector da saúde desde o combate do HIV/SIDA até a logística.
“Sabe que alguns projectos estão na situação de pausa, mas temos isenções nalguns projectos que salvam a vida, ou seja, projectos de PEPFAR [Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para a Luta contra a SIDA], os anti-retrovirais e também a logística para o sector da saúde, e nós vamos continuar os nossos programas de salvar vidas de dois milhões de moçambicanos que têm HIV”, afirmou Vrooman.
O embaixador destacou que para além de trabalhar com o governo moçambicano, vai igualmente cooperar com as Organizações Não Governamentais (ONG) e entidades privadas no país para salvaguardar os programas de carácter humanitário sobretudo ligadas a saúde.
Refira-se que a preocupação com os desafios do HIV em Moçambique já havia sido discutida pelo Presidente da República com a directora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA (ONUSIDA), Winnie Byanyima, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana.
Na ocasião, Byanyima reconheceu os avanços do país, afirmando que “Moçambique tem feito muito progresso, reduzindo as novas infecções e reduzindo as mortes”. Contudo, também destacou que o desafio persiste, já que “Moçambique tem dois milhões de pessoas que estão em tratamento, 400 mil ainda a serem levadas ao tratamento, 80 mil novas infecções a cada ano, então continua crescendo”.
Os dados oficiais indicam que 2,4 milhões de pessoas vivem com HIV no país, reforçando a importância da continuidade dos programas de tratamento e prevenção. O avanço na luta contra a doença resulta de esforços conjuntos entre o governo moçambicano e organizações internacionais, mas ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que mais pessoas tenham acesso aos medicamentos e cuidados adequados.

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