Portugueses a viver em Moçambique pedem para regressar às origens devido à instabilidade

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Desde Outubro do ano passado que a instabilidade tomou conta dos principais centros urbanos do país. Face ao actual contexto social e, sobretudo, político, os cidadãos portugueses a viver em Moçambique manifestaram vontade de regressar à sua terra natal. O facto foi tornado público pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário

De acordo com José Cesário, que falava no final de uma visita em que se encontrou com núcleos das maiores comunidades portuguesas em países africanos, designadamente África do Sul (Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), Moçambique (Maputo) e Angola (Luanda), a instabilidade que se vive actualmente na Pérola do Índico faz com os portugueses ponderem abandonar o país nos próximos dias.

“Há muita gente a regressar a Portugal. Isto é perceptível, particularmente em Moçambique. Não é propriamente por situações de pobreza, é mais pela preocupação que têm”, vincou Cesário.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explicou que o objectivo da sua visita era demonstrar, na prática, a proximidade entre Portugal e as comunidades e avaliar quais os ajustamentos necessários a nível dos serviços e da resposta a situações de pobreza e a casos mais graves, sobretudo em Moçambique.

Olhando particularmente para o caso de Moçambique, José Cesario reconheceu que há uma preocupação generalizada no seio das comunidades portuguesas, daí que os imigrantes lusos que ainda se encontram em solo pátrio tenham manifestado receios no que diz respeito à sua continuidade no país.

Cesário, que se reuniu com portugueses que foram vítimas de assaltos durante as manifestações e que viram o seu património destruído, revelou que o Executivo português tem estado a seguir de perto os assuntos através da sua Embaixada em Moçambique em respostas aos diversos pedidos.

“Agora, há, de facto, um sentimento generalizado de preocupação e pedem-nos muito para estarmos muito presentes, para que Portugal não deixe de estar presente ali, sob o ponto de vista da relação político-diplomática com o país”, disse.

Relativamente aos portugueses que vivem em questões de pobreza extrema, José Cesário apontou que os casos mais evidentes estão na África do Sul, onde cidadãos portugueses, sobretudo os idosos, vivem em lares para disfarçar a solidão.

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