Mais da metade da população moçambicana usa roupa em segunda mão

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De acordo com um estudo intitulado Situação Actual do Mercado de Vestuário em Segunda Mão em Moçambique, que tem por objectivo analisar a relevância e o impacto da indústria do vestuário em segunda mão em Moçambique e no continente africano, foi produzido e apresentado pela empresa Consulting for Africa (CFA) Abalon Capital Limitada, sob encomenda da organização não governamental ADPP, pelo menos 85% da população moçambicana usa roupa de segunda mão, vulgarmente conhecida por “calamidade”.

O estudo tornado público recentemente aponta que a opção pelas roupas em segunda mão deve-se a vários factores, tendo destacado o preço que chega a ser 10 vezes menos do que a roupa que é vendida nas lojas.

“Pelo menos 85 por cento da população usa roupa em segunda mão” declarou Brian Mangwiro, durante a apresentação do relatório.

Orlando Mapute, oficial de programas da ADPP Moçambique,  revelou, por outro lado, que Moçambique importa anualmente cerca de cinco mil toneladas de roupa usada, das quais são vendidas cerca de quatro mil toneladas.

“A ADDP importa, por ano, cerca de mil toneladas de roupa de segunda mão”, disse Mapute.

No que respeita às receitas para os cofres do Estado, oficial de programas da ADPP Moçambique  referiu que a importação e venda da roupa de segunda mão em Moçambique gera anualmente ao Estado uma receita de cerca de 35 milhões de dólares.

“Com este valor das importações e venda de roupa de segunda mão, há um contributo significativo para os cofres do Estado em termos de cobrança de impostos. Estamos a falar de cerca de 35 milhões de dólares por ano”, disse.

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