Camionistas moçambicanos denunciam caos e longas filas na fronteira de Ressano Garcia

DESTAQUE SOCIEDADE
Share this
  • Fila chega a 30 quilómetros e produtos perecíveis estão a deteriorar-se

Tal como tem sido habitual durante a quadra festiva, a fronteira de Ressano Garcia, do lado sul-africano conhecida como Libombo, enfrenta longas filas de camiões. Relatos de camionistas falam de filas que chegam até 30 quilómetros (KM) dentro da África do Sul, com condutores a serem obrigados a permanecerem até três dias à espera da sua vez para fazer o desembaraço de mercadorias para entrar no território nacional. Isto tem resultado em avultados prejuízos sobretudo para importadores de produtos perecíveis como batata, cebola e tomate.

Elísio Nuvunga

Vídeo postos a circular nas redes sociais por camionistas mostram longas filas de camiões de carga diversa retidos do lado da fronteira sul-africana, devido à morosidade no atendimento e desembaraço de mercadorias, com relatos de casos em que chegam a permanecer por mais de cinco dias.

Para além dos minérios, sobretudo ferro, crómio, que são exportados por via do Porto de Maputo, o corredor de Ressano Garcia é comummente usado para o transporte de produtos alimentares, muitos deles agrícolas, por isso perecíveis, o que pode vir a acarretar prejuízos para os importadores.

A situação tem sido cíclica a cada época festiva. Para os camionistas, uma das principais razões para o congestionamento está relacionada com a cobrança de uma taxa de parqueamento do lado moçambicano, no famoso Quilómetro 4, no valor aproximado a 880 meticais, que acaba criando condições para a maior burocratização do processo de desembaraço.

Mais preocupante e que gera indignação entre os “agastados” com a situação da fronteira é o facto de a vizinha Africa do Sul dispor de melhores condições e infra-estruturas adequadas e, mesmo assim, não haver cobranças de taxas de estacionamento. Por isso pedem a intervenção do Governo moçambicano para ver e rever essa situação que muito se faz sentir, sobretudo na quadra festiva.

A medida, dizem, tem contribuído para o agravamento de “caos” na fronteira e afectado negativamente as actividades comerciais, sobretudo para o abastecimento de mercados nacionais (Grossista, Malanga, Fajardo).

Entre os camiões retidos, encontram-se viaturas que transportam produtos de primeira necessidade, como tomate, cebola, cenoura, batata, e outros bens alimentares perecíveis que acabam por apodrecer enquanto aguardam, gerando prejuízos para importadores, comerciantes e consumidores.

Promo������o
Share this

Facebook Comments