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O Banco de Moçambique reduziu a taxa de juro de política monetária (MIMO) em 0,25 pontos percentuais, fixando-a em 9,25%. O governador da instituição reconheceu que o espaço para novas reduções está praticamente esgotado, sinalizando o encerramento de um ciclo iniciado em Janeiro de 2024.
“Estamos a aproximar-nos do fim do ciclo de redução da taxa MIMO. As condições que permitiram cortes sucessivos estão a tornar-se cada vez mais limitadas”, afirmou Rogério Zandamela, durante uma conferência de imprensa.
O governador do banco central revelou ainda que a inflação anual se fixou em 3,2% em Dezembro de 2025, um dos níveis mais baixos dos últimos anos. Ainda assim, segundo explicou, o desempenho não foi suficiente para impulsionar o crédito nem estimular o investimento privado, num contexto em que a própria instituição admite uma crescente rigidez nas taxas praticadas pelos bancos comerciais.
“Baixar a taxa apenas por baixar não produz resultados. Se a taxa directora desce e o mercado não responde, então o problema já não está na política monetária”, sublinhou.
Relativamente à dívida pública interna, que já atinge cerca de 485 mil milhões de meticais, Zandamela explicou que o seu crescimento resulta, em grande medida, do atraso nos pagamentos por parte do Estado, situação que acaba por afastar investidores e pressionar o ambiente económico do país.



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